“Eu nunca tinha visto uma arara-azul e fiquei encantada.” O relato é de Daila Viegas, de 9 anos, uma das mais de 30 crianças de comunidades de Barcarena que visitaram o Museu Paraense Emílio Goeldi (Mpge), em Belém, na quarta-feira (29). Para ela e muitas das crianças do grupo, o passeio foi a primeira oportunidade de conhecer de perto espécies da fauna e da flora amazônicas.
Vindas das comunidades rurais de Acuí, Ilha São João e Canaã, além de Vila do Conde e do bairro Industrial, em Barcarena, para muitas delas, foi a primeira visita ao museu. Ao longo do percurso, as crianças puderam conhecer diferentes espécies e aprenderam sobre biodiversidade, conservação dos ecossistemas e a importância da preservação ambiental.
Para Agatha Silva, também de 9 anos, que já havia visitado o Museu Goeldi, a experiência ganhou um novo significado com as explicações durante o passeio. “Me explicaram sobre os animais e as plantas, o que deixou tudo melhor. Essa visita foi diferente para mim, conheci outras coisas no museu e vim com meus amigos.”, contou.
A professora Maria Andreia dos Santos, que acompanhou o grupo, destacou a importância de proporcionar experiências educativas para além da sala de aula. A visita integra as iniciativas sociais e ambientais desenvolvidas pela Artemyn com crianças e estudantes de Barcarena.
“É muito especial ver as crianças da nossa comunidade tendo a oportunidade de conhecer um espaço como o Museu Goeldi. Aqui, elas conseguem ver de perto muito do que aprendem em sala de aula e entender melhor a importância de cuidar da natureza. Espero que essa experiência desperte ainda mais a curiosidade e plante em cada uma delas uma sementinha de preservação ambiental”, destaca.
A Artemyn, que atua no beneficiamento de caulim em Barcarena, mantém iniciativas educativas voltadas às comunidades do entorno de suas operações, entre elas o programa de reforço escolar do Espaço Artemyn, iniciativa de responsabilidade social da companhia. A parceria com o Museu Goeldi amplia esse trabalho ao levar as crianças para além da sala de aula, aproximando-as da ciência e da biodiversidade amazônica. A experiência permite transformar conteúdos vistos nos estudos em vivências práticas, além de estimular a curiosidade, a consciência ambiental e o sentimento de pertencimento à Amazônia.
“Decidimos trazer as crianças do programa de reforço escolar para que elas possam aprender além da escola e de suas comunidades, poder vivenciar nossas culturas e histórias e, conhecer de perto um local que conversa diretamente com a ciência e o meio ambiente”, explicou Flávia Souza, analista de relações com as comunidades da Artemyn.
Durante a visita, as crianças conheceram ainda, as exposições do museu, aprenderam sobre o ecossistema amazônico e puderam observar de perto os animais silvestres da região que vivem no espaço de preservação ambiental do Mpeg.
Fonte: Fabricio Lopes – Artemyn
