Como montar uma reserva de emergência e fugir das dívidas

Rarison Trindade
Organizar o orçamento e criar uma reserva de emergência são passos fundamentais para enfrentar imprevistos sem comprometer a saúde financeira - Foto: Divulgação/Freepik.

Ter uma reserva de emergência deixou de ser apenas uma recomendação dos especialistas em finanças e se tornou uma necessidade para quem deseja enfrentar imprevistos sem recorrer a empréstimos ou entrar no vermelho. Apesar disso, quase metade dos brasileiros ainda não possui recursos suficientes para manter as despesas por mais de três meses em situações inesperadas.

Dados da Pesquisa Global de Educação Financeira 2025, realizada pelo Santander em parceria com o Instituto Ipsos UK, mostram que apenas 47% dos brasileiros afirmam ter fôlego financeiro para cobrir os gastos nesse período.

Segundo Camila Poltronieri Flaquer, Head de Cobrança Digital (B2C) da Recovery, criar uma reserva é uma das principais formas de evitar o endividamento.

“Sem uma quantia poupada, qualquer imprevisto pode rapidamente se transformar em um problema financeiro, levando o consumidor a recorrer a empréstimos caros e aumentando o risco de endividamento”, explica.

O primeiro passo, segundo a especialista, é conhecer detalhadamente o orçamento familiar e identificar para onde o dinheiro está indo todos os meses.

Organização faz diferença

Uma estratégia bastante utilizada é a regra 50/30/20, que orienta destinar 50% da renda para despesas essenciais, 30% para gastos pessoais e 20% para investimentos ou formação da reserva financeira.

Para quem ainda não consegue poupar esse percentual, a recomendação é começar com valores menores e criar o hábito de guardar dinheiro regularmente.

Metas ajudam a manter a disciplina

Definir objetivos também é uma forma de manter o foco. Seja para montar uma reserva de emergência, comprar um imóvel ou planejar uma viagem, estabelecer metas torna o processo mais motivador.

Aplicativos de controle financeiro e ferramentas oferecidas pelos bancos ajudam a registrar despesas, identificar gastos desnecessários e automatizar transferências para aplicações financeiras.

Reserve o dinheiro em uma aplicação separada

Especialistas também recomendam manter a reserva em uma aplicação diferente da conta utilizada no dia a dia. A medida evita o uso impulsivo do dinheiro e facilita o crescimento da poupança.

Para quem está começando, a caderneta de poupança pode ser uma alternativa simples. Com o tempo, é possível buscar investimentos com maior rentabilidade, desde que ofereçam liquidez, permitindo o resgate rápido em casos de emergência.

Quitar dívidas vem primeiro

Outro ponto fundamental é reduzir ou eliminar dívidas em atraso. Juros elevados comprometem a capacidade de poupar e dificultam a organização financeira.

Para consumidores inadimplentes, negociar débitos com empresas especializadas pode ser um caminho para reorganizar as finanças e iniciar a construção da reserva de emergência com mais tranquilidade.

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