Pará apresenta expansão industrial histórica durante a Fipa 2026 em Belém

Estado consolida novo ciclo econômico com infraestrutura, inovação e fortalecimento do ambiente de negócios durante principal feira industrial da Amazônia.

Redação
Fipa 2026 reúne setor produtivo, investidores e governo em Belém para apresentar projetos estratégicos de expansão industrial do Pará - Foto: Divulgação/Governo do Pará.

O Pará participa da XVII Feira da Indústria do Pará, a Fipa 2026, em um momento considerado estratégico para o fortalecimento da atividade industrial e ampliação da infraestrutura econômica estadual. O avanço recente da política de atração de investimentos e a consolidação de áreas industriais planejadas marcam um novo ciclo de desenvolvimento em diferentes regiões do estado.

Atualmente, os Distritos Industriais administrados pelo Governo do Pará concentram 220 empresas instaladas em quatro municípios, responsáveis pela geração de mais de 65 mil empregos diretos e indiretos. Paralelamente, outras 228 empresas incentivadas distribuídas em 55 municípios somam mais de 43 mil empregos diretos, ampliando a dinâmica produtiva paraense.

Fipa reúne setor produtivo e investidores em Belém

Realizada entre os dias 20 e 23 de maio, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, a Fipa 2026 reúne empresários, investidores, instituições públicas e representantes do setor produtivo para debater inovação, logística, sustentabilidade e industrialização da Amazônia.

Durante o evento, o Estado apresenta projetos estruturantes, novas áreas econômicas e oportunidades voltadas à expansão industrial e ao fortalecimento da competitividade regional.

Distritos industriais consolidam geração de empregos

Nos últimos anos, políticas públicas voltadas à organização territorial da atividade industrial ganharam impulso por meio da atuação da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará, a Codec. Os distritos industriais localizados em Ananindeua, Barcarena, Belém e Marabá concentram empreendimentos ligados à transformação mineral, logística, alimentos, fertilizantes, construção civil, indústria naval, reciclagem e serviços.

A diversidade produtiva instalada demonstra a capacidade do Pará de atrair investimentos em múltiplos segmentos econômicos e fortalecer cadeias produtivas estratégicas.

Outro avanço considerado histórico foi o licenciamento ambiental dos Distritos Industriais de Belém e Ananindeua, demanda aguardada há décadas pelo setor produtivo. A medida amplia a segurança jurídica, organiza o uso do território e fortalece a expansão econômica dessas áreas.

Novos projetos ampliam fronteira industrial do Estado

Além da consolidação das áreas já existentes, o Pará avança na implantação de novos empreendimentos industriais planejados para interiorizar o desenvolvimento econômico.

Entre os projetos em andamento estão o Condomínio Industrial de Castanhal, a Zona de Processamento de Exportação de Barcarena, além dos Distritos Industriais de Breves e Santarém. Juntos, os novos empreendimentos poderão disponibilizar até 577 lotes industriais, ampliando a capacidade de atração de empresas e investimentos.

O Condomínio Industrial de Castanhal já possui projeto executivo e licenciamento ambiental, sendo apontado como um dos principais vetores de expansão econômica da região nordeste paraense.

Estratégia fortalece atração de investimentos

O avanço industrial acompanha uma estratégia estadual voltada à melhoria do ambiente de negócios. A Codec atua oferecendo suporte técnico a investidores, orientação sobre incentivos fiscais, identificação de áreas econômicas e articulação institucional necessária para implantação de novos empreendimentos.

Entre os diferenciais competitivos do Pará estão a infraestrutura logística integrada, acesso a mercados nacionais e internacionais por meio de portos e corredores hidroviários, além da disponibilidade de áreas industriais planejadas.

Dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia apontam que o estado possui atualmente 228 empresas incentivadas em operação, reforçando a expansão industrial em diversas regiões.

Bioeconomia e industrialização sustentável ganham espaço

O governo estadual também amplia iniciativas voltadas à agregação de valor às cadeias produtivas locais. Projetos ligados à verticalização mineral, agroindústria, bioeconomia e industrialização sustentável passam a integrar a estratégia econômica paraense.

Entre as iniciativas estão empreendimentos voltados ao beneficiamento de frutas regionais, produção de óleos essenciais, biocosméticos, bioenergia e produtos derivados da biodiversidade amazônica.

Pará amplia presença no cenário econômico nacional

Durante a Fipa 2026, a Codec apresenta projetos estruturantes e ações de atração de investimentos, além de apoiar a participação de mais de dez indústrias prospectadas pela Companhia na feira.

Para o presidente da Codec, Lutfala Bitar, o estado vive um momento decisivo de consolidação econômica.

“O Pará passou a construir um ambiente mais moderno, competitivo e preparado para receber novos investimentos. Hoje o Estado reúne capacidade logística, potencial produtivo, localização estratégica e segurança institucional capazes de ampliar sua presença no cenário econômico nacional e internacional. A Fipa representa essa vitrine do Pará que produz, transforma, exporta e amplia suas oportunidades de desenvolvimento”, destacou.

O diretor de Atração de Investimentos e Negócios da Codec, Manoel Ibiapina, ressalta que o avanço industrial é resultado da integração entre poder público e setor produtivo.

“O Pará passou a ser visto de forma estratégica por investidores que buscam infraestrutura logística, acesso a mercados internacionais e expansão industrial sustentável. Existe hoje um ambiente mais organizado e preparado para receber novos empreendimentos”, afirmou.

Novo ciclo econômico reposiciona o Pará

A evolução industrial registrada nos últimos anos reposiciona o Pará como uma das principais fronteiras econômicas brasileiras. A integração entre infraestrutura, logística, sustentabilidade e atração de investimentos fortalece a capacidade produtiva estadual e amplia a inserção do estado nas agendas nacionais e internacionais ligadas à nova economia verde.

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