Circular movimenta Belém e impulsiona economia

Evento transforma ruas em palco cultural e gera renda no centro histórico.

Matheus Freire

O centro histórico de Belém ganhou novos fluxos, sons e cores na manhã deste domingo, com a ocupação cultural que transformou ruas e espaços tradicionais em pontos de encontro entre arte, público e geração de renda.

A 60ª edição do projeto Circular Belém reuniu milhares de pessoas nos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto, consolidando a iniciativa como um dos principais circuitos culturais da capital paraense. Com patrocínio do Banco da Amazônia, o evento reforça o papel da cultura como vetor de desenvolvimento econômico.

Na Campina, um dos polos mais movimentados, o público percorreu espaços culturais e estabelecimentos gastronômicos, impulsionando o comércio local. A rua Carlos Gomes se destacou como um corredor cultural, conectando arte, memória e economia criativa.

Para a gerente de Marketing, Comunicação e Promoção da instituição financeira, Ruth Helena Lima, o projeto integra cultura e desenvolvimento. “O projeto promove essa integração com o desenvolvimento da economia e da cultura. Quando unimos essa iniciativa ao nosso centro cultural, fortalecemos uma comunicação mais integrada com a sociedade, promovendo letramento cultural e movimentando a economia”, destacou.

Segundo ela, o apoio institucional ao circuito cultural reforça um compromisso de longa data com o setor. “Já temos uma parceria com o projeto há mais de 10 anos, que se renova a cada edição. Este é o primeiro encontro de 2026 e traz essa integração entre as entidades, reforçando o nosso papel”, completou.

Cultura nas ruas

Entre os destaques da programação esteve o show da artista paraense Raidol, que reuniu público nas proximidades do Centro Cultural Banco da Amazônia. Após a apresentação, a cantora ressaltou a importância de iniciativas que fortalecem a cena local.

“É importante a gente ter grandes incentivadores e fomentadores de cultura para ocupar as ruas com as nossas artes autorais, feitas aqui em Belém do Pará. Nós temos uma cena cultural maravilhosa”, afirmou.

A artista também destacou o impacto social do projeto. “Fico muito contente de ver essa democratização do acesso à cultura, seja música, artes visuais e outras linguagens. É fundamental dar visibilidade aos diferentes jeitos de fazer cultura na Amazônia”, completou.

Impacto econômico

Além do público, o evento também movimentou trabalhadores formais e informais. A vendedora ambulante Nara Alves aproveitou o fluxo para aumentar as vendas durante a programação. “As vendas estão legais aqui. É muito importante para nós que somos vendedoras. É ótimo para todo mundo”, disse.

O tradutor Stefani Danin, visitante frequente, destacou o impacto urbano. “Esse movimento na cidade é muito significativo, porque permite que as pessoas encontrem arte e cultura no domingo. É uma forma de fomentar a cultura e trazer as pessoas para a rua”, afirmou.

Já o gerente de vendas William Missalla, que conheceu o projeto pelas redes sociais, ressaltou a importância de iniciativas gratuitas. “A nossa semana é super cansativa e ter um evento assim, aberto ao público, é maravilhoso. Ajuda as pessoas a se distraírem e valoriza a cultura”, relatou.

Com mais de 40 espaços participantes, o circuito segue ao longo do ano com novas edições previstas, mantendo a proposta de ocupar o centro histórico com experiências culturais acessíveis e diversas.

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