Novas vacinas do SUS ampliam proteção infantil

Atualização do calendário reforça prevenção e reduz riscos de internações.

Matheus Freire
Atualização do calendário vacinal amplia proteção de crianças e adolescentes no Brasil - Foto: Tony Winston/MS

A ampliação do calendário de vacinação no Brasil tem reforçado a proteção de crianças e adolescentes contra doenças graves, reduzindo riscos de internações e complicações em todo o país.

Nos últimos anos, o Sistema Único de Saúde passou a incorporar novas vacinas e atualizar esquemas já existentes por meio do Programa Nacional de Imunizações, coordenado pelo Ministério da Saúde.

Entre as principais mudanças está a inclusão da vacina contra a dengue no calendário para crianças a partir de 4 anos e adolescentes. O imunizante protege contra os quatro sorotipos do vírus e reduz significativamente o risco de evolução para formas graves da doença.

Outra atualização importante foi a incorporação da vacina contra a influenza como rotina anual para crianças de seis meses a menores de seis anos. Antes aplicada apenas em campanhas sazonais, a imunização passa a garantir proteção contínua contra complicações respiratórias.

Mudanças no calendário

A vacinação contra a poliomielite também foi atualizada, com a substituição da tradicional gotinha pela vacina inativada, considerada mais segura por utilizar vírus inativo.

Já a vacina contra o HPV passou a ser aplicada em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos, ampliando a cobertura e facilitando a adesão. O imunizante protege contra infecções que podem evoluir para diferentes tipos de câncer.

Outra inclusão relevante é a vacina meningocócica ACWY, indicada para adolescentes de 11 a 14 anos, protegendo contra formas graves de meningite e infecções generalizadas.

Prevenção como prioridade

Para a pediatra Anna Maria Amorim, professora da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Abaetetuba, a ampliação do calendário representa um avanço na saúde pública.

“As vacinas são a base da prevenção. Elas protegem contra doenças graves, evitam internações e reduzem riscos de complicações que podem levar até a UTI. Mesmo quando não impedem totalmente a infecção, ajudam o organismo a responder melhor”, destaca.

A especialista reforça que manter a caderneta atualizada é essencial. “É fundamental que pais e responsáveis acompanhem o calendário e garantam que crianças e adolescentes recebam todas as doses recomendadas”, afirma.

Alerta para doenças respiratórias

A Enfermeira Laiza Pereira, coordenadora do curso de Enfermagem da instituição de ensino, em Redenção, chama atenção para o aumento recente de doenças respiratórias.

“O aumento de casos de influenza, COVID 19 e Síndrome Respiratória Aguda Grave mostra que os vírus continuam afetando principalmente crianças pequenas, muitas vezes levando a internações”, alerta.

Segundo ela, a baixa cobertura vacinal contribui para esse cenário e aumenta o risco de surtos.

Entre as vacinas essenciais, a especialista destaca:

Vacina contra influenza, aplicada anualmente e responsável por reduzir hospitalizações
Vacina contra COVID 19, que previne formas graves da doença
Vacina pentavalente, que protege contra cinco doenças importantes
Vacina pneumocócica, que previne pneumonia e meningite
Vacina meningocócica, que protege contra infecções graves e de rápida evolução

“Quando a vacinação está em dia, os casos graves diminuem. Quando há falhas na cobertura, os números aumentam, especialmente entre crianças”, reforça.

Proteção coletiva

Além da proteção individual, especialistas destacam que a vacinação tem impacto coletivo, reduzindo a circulação de vírus e protegendo pessoas mais vulneráveis.

Reconhecido internacionalmente, o programa brasileiro oferece gratuitamente uma das coberturas vacinais mais completas do mundo. A recomendação é que pais e responsáveis procurem unidades básicas de saúde para verificar a situação vacinal e garantir a proteção adequada.

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