A 6ª edição do projeto Arte em Cores entra na reta final de visitação em Parauapebas. Até o próximo domingo, 31 de maio, o público ainda pode conferir gratuitamente a exposição instalada na Feira do Produtor, um dos espaços mais movimentados da cidade.
A mostra reúne 30 obras de artistas de 16 municípios do Pará e Maranhão, ocupando uma área de cerca de 300 metros quadrados com pinturas, gravuras, desenhos e trabalhos em diferentes técnicas. Um dos destaques desta edição é a homenagem ao nanquim amazônico, linguagem artística que ganha espaço especial dentro da programação.
Patrocinado pela Vale, por meio da Lei Rouanet, o projeto busca ampliar o acesso à produção cultural regional ao tirar a arte dos espaços tradicionais e levá-la para ambientes de convivência popular.
A proposta desta edição aposta justamente nesse encontro entre arte e cotidiano. Em vez de galerias convencionais, a exposição foi instalada no centro da movimentação diária da cidade, aproximando feirantes, trabalhadores e visitantes das obras e dos artistas.
Morador de Parauapebas há duas décadas, o cabeleireiro Francisco Antônio Mesquita destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento cultural do município. “A cidade precisa desse contato com a arte. É algo que inspira, movimenta e desperta sentimentos nas pessoas”, afirmou.
O artista Afonso José da Silva Camargo, que participa da mostra com a obra “Pirarucu”, também ressaltou o papel do projeto na valorização do nanquim amazônico e no fortalecimento da cena artística regional. “O projeto ajuda a resgatar e fortalecer uma linguagem artística muito importante para a região, além de unir artistas em torno da valorização da cultura”, comentou.
Além da exposição presencial, o projeto também amplia seu alcance no ambiente digital. Após o encerramento da visitação física, as obras continuarão disponíveis na galeria virtual do Arte em Cores, nas redes sociais da iniciativa.
Criado em 2020, o projeto já percorreu mais de 20 localidades nos estados do Pará, Maranhão e Minas Gerais, reunindo centenas de obras e consolidando-se como um espaço de incentivo à economia criativa, circulação artística e valorização cultural na Amazônia.
