Pará alcança 5 mil carteiras digitais para pessoas com autismo

Redação
Mais de 5 mil famílias já contam com a carteira digital que garante acesso mais rápido aos direitos da pessoa com autismo no Pará - Foto: Divulgação/Ag.Pará.

O Governo do Pará atingiu a marca de 5 mil Carteiras de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) emitidas em formato digital. O número foi alcançado em menos de dois meses após o lançamento do novo sistema, que passou a disponibilizar o documento de forma online, ampliando o acesso das famílias aos direitos garantidos por lei.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e pela Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo (Cepa), representa um avanço na desburocratização dos serviços voltados às pessoas com autismo. Antes da digitalização, a emissão da carteira podia levar meses. Com o novo modelo, o processo passou a ser concluído em poucas horas ou dias, dependendo da análise documental.

A governadora Hana Ghassan destacou que o resultado demonstra a adesão da população à nova ferramenta e a eficiência da estrutura criada para atender a demanda. Segundo ela, a fila de espera para emissão da carteira digital foi zerada, garantindo mais rapidez e segurança para as famílias que precisam do documento.

O secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, ressaltou que a marca reforça o compromisso do governo estadual com as políticas públicas de inclusão e assistência às pessoas com transtorno do espectro autista. Para ele, a agilidade na emissão contribui diretamente para assegurar direitos e facilitar o acesso a atendimentos prioritários.

Criada a partir da Política Estadual de Proteção aos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, a CIPTEA é emitida pelo Estado desde 2020. Ao longo de mais de cinco anos, cerca de 22 mil documentos foram expedidos. Com a implantação da versão digital, cinco mil novas carteiras foram emitidas em menos de dois meses, demonstrando uma aceleração significativa no atendimento às famílias.

A coordenadora da Cepa, Flávia Marçal, explica que a digitalização permitiu ampliar o alcance do serviço para todos os municípios paraenses. Além do acesso pelo aplicativo, equipes do programa “Inclusão Por Todo o Pará” realizam atendimentos presenciais e orientações sobre direitos da pessoa autista em diversas regiões do estado.

Entre os beneficiados está a dona de casa Nathália Galdino, mãe de um menino de 8 anos diagnosticado com TEA nível 2 de suporte. Ela relata que já possuía a carteira física, mas decidiu migrar para o novo formato digital devido à praticidade. Segundo ela, enquanto a emissão anterior levou mais de seis meses, a nova carteira foi aprovada em menos de uma semana.

Para muitas famílias, a CIPTEA representa mais do que um documento. A identificação facilita o reconhecimento da condição da pessoa autista em locais públicos e privados, garantindo prioridade em atendimentos e acesso a direitos previstos na legislação. A versão digital ainda conta com QR Code para validação, podendo ser utilizada tanto pelo celular quanto impressa.

Com a expansão do sistema, o governo estadual pretende ampliar ainda mais o acesso ao documento e fortalecer as políticas de inclusão voltadas às pessoas com autismo em todas as regiões do Pará.

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