Iniciativa impulsiona viveiros locais e amplia recuperação florestal no Pará

Iniciativa une reflorestamento, renda e biodiversidade na região amazônica

Redação
Produção de mudas nativas em viveiro na Amazônia - Foto: Divulgação/Ideal Axicom

Na Amazônia, iniciativas que conciliam desenvolvimento econômico e preservação ambiental ganham relevância estratégica. Em meio aos desafios da restauração florestal, projetos que envolvem comunidades locais vêm redesenhando a forma como a recuperação de áreas degradadas é conduzida.

A Hydro, por meio da Mineração Paragominas, tem investido na estruturação de uma cadeia local de fornecedores de mudas nativas para recuperação florestal na Amazônia. A iniciativa já destinou mais de R$ 600 mil à aquisição de espécies produzidas em seis municípios da região.

As mudas são utilizadas no Programa de Recuperação de Áreas Mineradas, que passou a incorporar produtores locais como estratégia para ampliar a diversidade genética das espécies e fortalecer a economia regional.

“A partir do momento que temos fornecedores locais, conseguimos melhorar a variabilidade genética e aprimorar o reflorestamento. Isso também contribui diretamente para o fomento da economia e a profissionalização dos parceiros”, afirma Cícero Viana, gerente sênior de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da operação.

Desenvolvimento de fornecedores

O mapeamento inicial identificou a baixa disponibilidade de viveiros aptos a atender às exigências técnicas e documentais. Diante disso, a empresa, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Pará, iniciou um programa de capacitação para produtores locais.

Entre as ações implementadas estão orientação para regularização no Registro Nacional de Sementes e Mudas, melhorias na infraestrutura dos viveiros e capacitação técnica em coleta e beneficiamento de sementes.

Desde 2023, sete viveiros foram integrados à cadeia de fornecedores, com a aquisição de mais de 31 mil mudas de espécies amazônicas, incluindo Ipê Amarelo, Ipê Roxo e Mogno da Amazônia.

Impacto Ambiental

O volume de mudas adquiridas já viabiliza o plantio em aproximadamente 19 hectares, considerando o espaçamento médio utilizado. A estratégia contribui não apenas para a recomposição vegetal, mas também para a restauração da biodiversidade e o retorno da fauna local.

Desde 2009, o programa de reflorestamento já alcançou 3.759 hectares recuperados, utilizando técnicas como plantio tradicional, nucleação e regeneração natural, além de testes com dispersão de sementes por drones.

Capacitação e inovação

Para fortalecer ainda mais a cadeia produtiva, foi realizado o primeiro workshop técnico voltado ao desenvolvimento de fornecedores, reunindo produtores e interessados em integrar o programa.

A iniciativa proporcionou troca de conhecimento sobre técnicas de produção, gestão e boas práticas, contribuindo para a profissionalização dos viveiros locais.

O projeto demonstra um modelo que integra restauração ambiental e desenvolvimento econômico, ao incentivar a produção local e ampliar o impacto positivo na região amazônica, combinando inovação, sustentabilidade e geração de renda.

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