Há 6 meses no aeroporto, africana tem nova viagem adiada

Redação
Fatmata Sessay permanece no Aeroporto Internacional de Belém enquanto aguarda a regularização dos documentos para seguir viagem ao Panamá - Foto: Divulgação/FolhaUOL.

A expectativa de deixar Belém e seguir viagem rumo ao Panamá precisará esperar mais algumas semanas para Fatmata Sessay, cidadã de Serra Leoa que vive há cerca de seis meses no Aeroporto Internacional de Belém.

O embarque, inicialmente previsto para esta semana, foi remarcado para o dia 15 de agosto. Antes da viagem, ainda será necessário concluir uma série de exigências burocráticas para entrada no Panamá, incluindo a emissão do visto, atualização da carteira de vacinação contra febre amarela e apresentação de documentos exigidos pelas autoridades migratórias do país.

A informação foi confirmada pelo promotor de Justiça Nadilson Portilho, que acompanha o caso junto aos órgãos responsáveis.

Na semana passada, o Ministério Público do Estado do Pará viabilizou a compra das passagens para que Fatmata pudesse retomar a viagem interrompida ainda em 2025. Até que toda a documentação seja regularizada, ela permanecerá no terminal aeroportuário, onde segue por decisão própria.

De Serra Leoa ao aeroporto de Belém

A história de Fatmata chamou atenção nos últimos meses após a estrangeira relatar que deixou Serra Leoa, na África Ocidental, para viver no Brasil. Durante um período, ela morou em São Paulo com um dos filhos e trabalhava como vendedora ambulante.

Posteriormente, decidiu seguir para o Panamá, onde afirma possuir outros familiares. No entanto, durante uma conexão em Belém, teve a viagem interrompida após o desaparecimento do passaporte, documento indispensável para o embarque internacional.

Sem conseguir prosseguir viagem e sem recursos financeiros suficientes para hospedagem e alimentação, Fatmata passou a permanecer nas dependências do Aeroporto Internacional de Belém, onde vive desde dezembro do ano passado.

Assistência oferecida

Segundo informações da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), o caso vem sendo acompanhado pela rede municipal de assistência social desde a chegada da estrangeira à capital paraense.

Entre os apoios disponibilizados estão acesso gratuito ao transporte público e encaminhamento para serviços voltados ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo alimentação, banho e lavanderia.

Apesar das alternativas oferecidas pelo poder público, Fatmata optou por continuar instalada no aeroporto enquanto aguarda a possibilidade de concluir sua viagem.

Documentação e investigação

Para viabilizar a saída do Brasil, a Polícia Federal já providenciou a emissão de um novo passaporte. Ainda assim, a documentação necessária para entrada no Panamá precisa ser concluída antes da nova data prevista para o embarque.

Paralelamente, a Polícia Federal continua investigando o desaparecimento do primeiro passaporte e busca esclarecer as circunstâncias do furto relatado pela estrangeira.

A expectativa é que, após a regularização dos documentos e das exigências sanitárias internacionais, Fatmata consiga finalmente seguir viagem para reencontrar familiares no país da América Central.

Com informações publicadas pelo portal OLiberal.com.

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