Mais do que um esporte, o futebol tem se mostrado uma importante ferramenta de aprendizagem para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ao longo desta semana, pacientes com transtorno do espectro autistas participam de atividades adaptadas que utilizam o universo esportivo para promover interação, comunicação e desenvolvimento. Entre as ações estão desafios de chute ao gol, boliche temático, brincadeiras interativas e jogos que incentivam a participação em grupo e o cumprimento de regras.
A proposta segue uma estratégia bastante utilizada no acompanhamento terapêutico de crianças com TEA: aproveitar temas de interesse para aumentar o engajamento e tornar o processo de aprendizagem mais natural e significativo.
Segundo Érica Resplandes, utilizar elementos presentes no cotidiano das crianças contribui para ampliar a participação e favorecer o desenvolvimento de diferentes habilidades. “Quando utilizamos temas que despertam o interesse das crianças, conseguimos criar oportunidades de aprendizagem de forma mais natural. O futebol, por exemplo, permite trabalhar atenção compartilhada, interação social, coordenação motora, comunicação e até habilidades relacionadas à tolerância à espera e ao cumprimento de regras, sempre respeitando as particularidades de cada paciente”, explica Resplandes.
Além das referências ao futebol, a programação também incorpora elementos das festas juninas, criando um ambiente ainda mais acolhedor e estimulante para as crianças e suas famílias.
Para os profissionais envolvidos, iniciativas desse tipo demonstram que atividades recreativas podem desempenhar papel importante no desenvolvimento infantil, transformando momentos de diversão em oportunidades de aprendizagem. “Nosso objetivo é oferecer experiências que façam sentido para as crianças. Quando elas se sentem motivadas e envolvidas, conseguimos ampliar as possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento dentro de um ambiente seguro, acolhedor e divertido”, acrescenta a especialista.
