A prestação do serviço de energia elétrica pela Equatorial Pará voltou a ser alvo de críticas em diferentes regiões do Estado. Em Cametá, moradores decidiram criar o movimento “Energia Justa”, alegando problemas recorrentes no fornecimento de energia, enquanto em Marituba um empresário denunciou prejuízos após passar horas sem energia mesmo depois de regularizar sua situação junto à concessionária.
A mobilização em Cametá surgiu após uma sequência de reclamações relacionadas a apagões frequentes, oscilações de energia, danos a equipamentos eletrônicos, cobranças consideradas abusivas e dificuldades de atendimento. O grupo afirma que os problemas atingem não apenas a área urbana, mas também comunidades rurais do município e de outras cidades do Baixo Tocantins.
Organizado pelo advogado Marcos Brazão e pela liderança comunitária Alcir Garcia, o movimento convocou uma reunião aberta para reunir relatos de consumidores e discutir possíveis medidas coletivas.
Segundo os organizadores, a proposta é reunir denúncias e cobrar soluções para um problema que, segundo eles, já não pode mais ser tratado como casos isolados.
Empresário relata prejuízo após demora na religação
Enquanto moradores de Cametá articulam uma mobilização coletiva, um caso ocorrido em Marituba ganhou repercussão nas redes sociais.
Proprietário do restaurante Quero Mais, o empresário publicou um vídeo relatando que o estabelecimento permaneceu sem energia durante todo o dia, mesmo após o pagamento da conta em atraso e da taxa de religação, no valor de R$ 175.
No vídeo, ele afirma. “Estamos com carne, frango, camarão e outros produtos no freezer estragando. Quem vai pagar esse prejuízo?”
Em outro trecho, o empresário demonstra indignação com a demora no atendimento. “Na hora de cortar a energia, eles cortam rápido. Mas para prestar o serviço, a gente não tem retorno.”
Segundo o relato, a religação deveria ocorrer ainda durante a tarde. No entanto, o fornecimento só foi restabelecido por volta das 22h, após diversas tentativas de contato com a concessionária. O empresário afirma que precisou buscar uma solução particular para conseguir retomar as atividades do restaurante.
Repercussão nas redes sociais
A publicação sobre a criação do movimento em Cametá gerou dezenas de comentários de consumidores relatando situações semelhantes.
Entre as manifestações, moradores mencionaram interrupções frequentes no fornecimento, oscilações de energia e insatisfação com o atendimento prestado pela distribuidora.
Também houve comentários divergentes, como o de um internauta que atribuiu parte dos problemas às ligações clandestinas de energia, conhecidas popularmente como “gatos”, defendendo que o combate às irregularidades também precisa fazer parte do debate.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da concessionária e aguarda posicionamento sobre os casos relatados.
