Epilepsia: como agir durante crises e reduzir preconceitos

Informação e cuidado ajudam a combater mitos sobre epilepsia

Redação
Campanha do Dia Roxo reforça a conscientização sobre epilepsia e cuidados durante crises - Foto: Matheus Oliveira/Ag. Saúde DF

Celebrado na última quinta-feira (26), o Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia, conhecido como Dia Roxo, chama a atenção para a importância da informação e do combate ao preconceito em torno da epilepsia. A data mobiliza profissionais de saúde e instituições a esclarecer dúvidas sobre a doença, que ainda é cercada por mitos.

De acordo com o neurologista Antônio de Matos, as crises epilépticas podem se manifestar de diferentes formas, o que muitas vezes dificulta o reconhecimento imediato. “Crises epilépticas acontecem de vários tipos e nem sempre são crises clássicas, em que o paciente cai e se debate. Pode ter crise de ausência caracterizada por perda de consciência, desvio ocular, movimentos mastigatórios, crise mioclônica em que a pessoa tem sustos e derruba o que está na mão”, explica.

Diagnóstico é clínico e tratamento é eficaz na maioria dos casos

O diagnóstico da epilepsia é feito com base na ocorrência de duas ou mais crises espontâneas, sem fator desencadeante, com intervalo superior a 24 horas entre elas. Ainda que o quadro possa assustar, especialistas reforçam que a doença, na maioria dos casos, pode ser controlada. “Apesar de ser uma doença difícil de se ver por conta das crises, não é uma doença grave que comprometa outros órgãos, diferente de outras doenças crônicas e, na maioria das vezes, a epilepsia é uma doença tratável”, afirma o médico.

O tratamento é realizado com medicamentos anticonvulsivantes e deve ser acompanhado por um neurologista. Quando bem conduzido, permite ao paciente levar uma vida com qualidade, com redução significativa das crises.

Preconceito ainda é um dos principais desafios

Apesar dos avanços na medicina, o preconceito ainda representa um obstáculo importante. Segundo o especialista, muitas pessoas ainda associam a epilepsia a crenças equivocadas.

“Ainda existe muito mito em relação à epilepsia como uma doença contagiosa, uma doença de espírito e muito medo em relação às drogas anticonvulsivantes. Por conta desse mito, existe muito pavor”, destaca.

Nesse cenário, a conscientização surge como ferramenta essencial para desmistificar a doença, reforçar que não é contagiosa e ampliar o acesso à informação correta.

Saiba como agir durante uma crise epiléptica

Saber como agir diante de uma crise pode evitar complicações e garantir a segurança do paciente. Especialistas orientam medidas simples que devem ser adotadas imediatamente:

  • Coloque a pessoa deitada de costas, em local confortável
  • Afaste objetos que possam causar ferimentos
  • Vire a cabeça para o lado para evitar aspiração
  • Não coloque objetos na boca
  • Eleve levemente o queixo para facilitar a respiração
  • Afrouxe roupas apertadas

A orientação é manter a calma e aguardar o fim da crise, que geralmente dura poucos minutos.

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