Parceria estratégica impulsiona bioeconomia amazônica em 2026

Conectividade avançada fortalece laboratório agroflorestal da Embrapa na Amazônia

Matheus Freire
Infraestrutura de conectividade 4G e 5G necessária ao monitoramento, à rastreabilidade e à integração de tecnologias digitais no campo, ampliando o alcance das pesquisas e das aplicações práticas no território amazônico - Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

A Embrapa formalizou a ampliação de uma parceria estratégica voltada ao fortalecimento da bioeconomia sustentável na Amazônia. A iniciativa se consolidou com a assinatura de um Memorando de Entendimento (MOU) entre a Embrapa e a TIM Brasil, com foco no desenvolvimento do AgForest Lab, novo laboratório dedicado a sistemas agroflorestais escaláveis (SAFs) no bioma amazônico.

Dessa forma, a parceria garante a infraestrutura de conectividade 4G e 5G necessária ao monitoramento, à rastreabilidade e à integração de tecnologias digitais no campo, ampliando o alcance das pesquisas e das aplicações práticas no território amazônico.

Laboratório vivo será implantado em Belém

A implementação física do AgForest Lab ocorrerá ao longo de 2026, em um campo experimental de 213 hectares da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA). O espaço foi concebido para reunir empresas, instituições, universidades, entidades e produtores rurais interessados em inovação agroflorestal.

Nesse contexto, foi reforçada a proposta apresentada pela Embrapa durante a COP30, ampliando o diálogo entre ciência, tecnologia e produção sustentável.

Conectividade será base do monitoramento inteligente

Segundo o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Oriental, Bruno Giovany, o AgForest Lab foi concebido como um laboratório vivo, capaz de transformar conhecimento científico acumulado em aplicações práticas. “O objetivo é transformar esse arcabouço de conhecimentos acumulados em aplicações e desenvolvimento tecnológico em benefício da bioeconomia da Amazônia”, afirma.

Ainda de acordo com ele, a conectividade digital será essencial para o acompanhamento das pesquisas e da gestão da área experimental. “Sensores em campo poderão informar aos laboratórios de pesquisa a incidência de pragas ou doenças nas plantas e dados meteorológicos”, exemplifica.

Assim, foi estabelecida uma base tecnológica que permitirá decisões mais rápidas, integradas e sustentáveis.

Tecnologia passa a integrar a concepção do projeto

Com a formalização do MOU, a operadora passa a atuar como parceira desde a concepção do projeto desde a concepção até o desenvolvimento das soluções do AgForest Lab. As iniciativas se concentram em conectividade 4G/5G e soluções de Internet das Coisas (IoT). Essas tecnologias permitirão coleta de dados, rastreabilidade e integração digital no campo. “A Amazônia demanda iniciativas que aliam conectividade, conservação ambiental e desenvolvimento econômico. O AgForest Lab representa esse caminho, e a tecnologia será um catalisador para que ciência, tecnologia, floresta e campo conversem em tempo real. Estamos orgulhosos de apoiar um projeto que será responsável por impulsionar a bioeconomia e fortalecer sistemas agroflorestais escaláveis para o Brasil e para o mundo”, destaca Alexandre Dal Forno, Diretor de IoT & 5G da TIM Brasil.

Inovação aberta no pulmão da Amazônia

Inspirado em modelos de farm labs já operados pela Embrapa em outras regiões do País, o laboratório vivo adotará a filosofia de inovação aberta. Com isso, empresas de diferentes portes poderão testar e validar tecnologias voltadas ao bioma amazônico, reduzindo tempo e custos de inovação.

Entre as culturas estudadas e validadas estão espécies amazônicas de alto valor econômico e ecológico, como açaí, cacau, andiroba, café e cumarú.

Atuação no agro é ampliada

Com a nova parceria, foi ampliada a atuação da operadora no agronegócio brasileiro, com foco em soluções IoT e conectividade inteligente. A iniciativa deverá contribuir para a criação de soluções escaláveis, voltadas ao desenvolvimento econômico sustentável, à inclusão social e ao cumprimento de metas climáticas nacionais e globais.

Parceria teve início no AgNest

A cooperação entre as instituições teve início durante a Agrishow 2025, quando foi assinada uma carta de intenção para fornecimento de conectividade 4G ao AgNest, fazenda-laboratório da Embrapa.

O AgNest foi estruturado como um hub de inovação voltado à experimentação integrada em campo, com foco na cocriação, validação e provas de conceito de tecnologias agrícolas. Com a parceria, foi garantida a infraestrutura essencial para manter a conexão contínua entre soluções digitais e o ambiente rural, fortalecendo o ecossistema de inovação centrado no agricultor.

Compartilhe
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *