Março Amarelo alerta: dor menstrual forte não é normal

Matheus Freire
Campanha Março Amarelo reforça que dor menstrual intensa pode ser sintoma de endometriose e precisa de avaliação médica - Foto: Divulgação/Adriana Pereira

O mês de março é marcado pela campanha Endometriose, dentro do movimento conhecido como Março Amarelo, que chama atenção para uma realidade ainda cercada de desinformação: dor menstrual forte não é normal e pode ser sinal de uma doença silenciosa.

Além disso, a condição afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva e ainda enfrenta diagnóstico tardio, principalmente pela normalização da cólica intensa ao longo da vida.

Quando a dor deixa de ser comum

Diante disso, a ginecologista Dra. Lorena Castro, é necessário mudar a forma como a sociedade encara a dor menstrual. “Muitas mulheres foram ensinadas que sentir dor forte durante a menstruação é algo normal. Mas dor incapacitante, que interfere na rotina, no trabalho ou nos estudos, não deve ser ignorada. Isso precisa ser investigado”, afirma.

Nesse contexto, especialistas alertam que dores que provocam faltas no trabalho, desmaios, náuseas intensas ou necessidade frequente de medicação podem indicar algo além de uma cólica habitual.

O que é endometriose?

A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao que reveste o interior do útero cresce fora da cavidade uterina. Esse tecido pode atingir:

  • Ovários
  • Trompas
  • Intestino
  • Bexiga

Entre os principais sintomas estão:

  • Cólica intensa e progressiva
  • Dor durante a relação sexual
  • Dor pélvica crônica
  • Alterações intestinais no período menstrual
  • Dificuldade para engravidar

Diagnóstico precoce faz diferença

Para a ginecologista Dra. Verena Butzke, buscar atendimento nos primeiros sinais é essencial. “Quando a mulher procura atendimento logo no início dos sintomas, conseguimos controlar melhor a evolução da doença e preservar sua qualidade de vida. Informação é uma ferramenta fundamental nesse processo”, destaca.

O tratamento varia conforme cada caso e pode incluir:

Cirurgia, em situações específicas

Acompanhamento clínico

Uso de medicações hormonais

Informação é prevenção

Por fim, a campanha Março Amarelo reforça que escutar o próprio corpo é um ato de cuidado. Sintomas persistentes devem ser avaliados por um profissional de saúde.

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