O Grupo Petrópolis, maior cervejaria com capital 100% nacional, obteve reconhecimento técnico ao conquistar duas medalhas na 5ª edição da Copa Brasileira de Lúpulo. Realizada em Campinas (SP), a competição reúne produtores de diferentes regiões do país para atestar a qualidade e a adaptação do insumo em solo brasileiro. A companhia garantiu a medalha de ouro com a variedade Chinook e a de bronze com a variedade Comet, ambas cultivadas na Fazenda São Francisco, estrutura integrada à fábrica do grupo em Teresópolis (RJ).
A iniciativa de pesquisa agronômica e fomento à produção nacional do insumo começou de forma experimental em 2018 e, atualmente, posiciona a empresa como líder em área de plantio homologada no país.
Expansão e biotecnologia aplicada no Sudeste e Sudeste/Sudeste-Oeste
Com plantações que somam 7,5 hectares distribuídos entre Teresópolis (RJ) e Uberaba (MG), o Grupo Petrópolis detém a maior área de cultivo de lúpulo registrada junto ao Ministério da Agricultura. O projeto piloto atua como um laboratório contínuo de testes para aclimatação de espécies estrangeiras ao regime de chuvas e temperaturas do Brasil.
As duas linhagens premiadas na copa nacional possuem características de aroma e sabor bem delineadas:
- Variedade Chinook (Ouro): Destaca-se por apresentar notas aromáticas predominantemente resinosas e herbáceas;
- Variedade Comet (Bronze): Apresenta perfil aromático cítrico e frutado, muito demandado para a fabricação de cervejas especiais.
“Estamos muito contentes em receber esse reconhecimento importante para o trabalho de pesquisa que fazemos no Grupo Petrópolis. Pudemos apresentar os resultados das espécies que mostraram os melhores resultados de adaptação e aprender mais sobre a plantação de lúpulo no Brasil”, aponta Leonardo Penna, especialista em Inovação de Cerveja e Produção do grupo.
Sustentabilidade, mecanização e economia circular
O desenvolvimento das lavouras é acompanhado pela implementação de boas práticas ambientais e tecnológicas. Em Teresópolis, o grupo estruturou um sistema de economia circular que transforma os resíduos gerados na coleta e na trituração das ramas de lúpulo em adubo orgânico de alta qualidade. A técnica de compostagem gerou uma economia de 75% nos custos regulares de manejo da terra.
Por sua vez, a unidade agrícola de Uberaba (MG) recebeu investimentos focados na mecanização e na otimização operacional do campo, reduzindo o desperdício de insumos agrícolas e garantindo condições mais seguras para o trabalho na lavoura.
O mercado nacional de lúpulo acompanha este movimento de profissionalização: de acordo com a Aprolúpulo (Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo), a colheita no país registrou um crescimento superior a 40% no volume colhido entre 2023 e 2024, impulsionada pelo ganho de eficiência produtiva.
