Festival Maré Cultural movimenta turismo e economia criativa em Paracuru

Matheus Freire
Eliane, a Rainha do Forró, é uma das principais atrações do festival - Foto: Divulgação/Bruno Barreto.

O município litorâneo de Paracuru, no Vale do Curu, sedia neste sábado, 18 de julho de 2026, a edição local do Festival Maré Cultural. O projeto, realizado com recursos públicos viabilizados pelo Ministério da Cultura por meio do Instituto Coletivo, promove uma programação multicultural totalmente gratuita na Praça de Eventos da cidade, a partir das 16h. A iniciativa busca incentivar a economia criativa na região, integrando feira gastronômica, apresentações artísticas tradicionais, shows musicais e oficinas voltadas à formação técnica de trabalhadores da cultura local.

Com foco no fortalecimento das identidades regionais, o circuito movimenta o fluxo de turistas e veranistas que frequentam o litoral cearense durante o período de férias de julho.

A abertura das atividades será marcada pela Feira Gastronômica e de Artesanato, que reúne dezenas de expositores e produtores locais. Das 16h às 19h, a área próxima ao palco principal se transformará em uma vitrine de manifestações populares e folclóricas típicas do município, garantindo protagonismo a coletivos residentes na região.

O cronograma de apresentações da cultura tradicional paraense e cearense inclui:

  • Retreta especial da tradicional Banda de Música Mestre Pixuna;
  • Intervenções rítmicas do grupo Batuquê de Praia;
  • Roda de capoeira e ancestralidade com o Grupo de Capoeira Camuá.

“Cozinha Show” debate saberes ancestrais e gastronomia amazônica

Um dos pilares metodológicos do festival é o espaço “Cozinha Show”, onde chefs de destaque nacional debatem a relação entre território, afeto e insumos locais. O painel prático reúne a cozinheira e pesquisadora Marina Araujo, focada em narrativas tradicionais de fortalecimento comunitário; e o chef Herickson Torres (com passagens por casas renomadas como Mangue Azul, Mayú e o Grupo Illa), especialista em técnicas de brasa e fermentados naturais.

O intercâmbio cultural fica completo com a participação direta do Norte do país. A chef paraense Aline Gonçalves Silva, fundadora do renomado projeto Dona Dadá — que celebra uma década de atuação —, apresenta ao público uma cozinha autoral que valoriza ingredientes brasileiros combinados às suas fortes raízes com a culinária amazônica.

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