Festival Curta Escolas 2026 leva cinema ao Marajó

Projeto integra o 11º Festival Pan-Amazônico de Cinema e promove formação audiovisual em Belém e no Marajó.

Redação
Mostra itinerante do Festival Curta Escolas leva cinema gratuito e formação audiovisual a estudantes do Marajó e de Belém - Foto: Divulgação/Ascom

A 4ª edição do Festival Curta Escolas reafirma, em 2026, seu papel como uma das principais iniciativas de formação audiovisual e democratização do acesso ao cinema na Amazônia. Integrado à programação da 11ª edição do Festival Pan-Amazônico de Cinema, o projeto realiza ações em Belém e no arquipélago do Marajó, com exibições gratuitas, oficinas de capacitação e a Mostra Competitiva Primeiro Olhar, voltada à produção audiovisual da juventude.

A 11ª edição do AmazôniaFiDoc conta com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais, Ministério da Cultura e Governo do Brasil. O festival tem apoio cultural do Governo do Estado do Pará, do Sesc-Pará, do Fórum dos Festivais e da Prefeitura de Belém, com realização da Z Filmes e do Instituto Culta da Amazônia.

Cinema itinerante no Marajó

Nesta edição, o Curta Escolas promove uma Mostra Itinerante de Cinema no Arquipélago do Marajó, com sessões gratuitas em praças públicas e atividades formativas em escolas dos municípios de Cachoeira do Arari, Salvaterra (distrito de Joanes) e Soure.

A proposta é levar o audiovisual a territórios historicamente afastados dos grandes circuitos culturais, estimulando o protagonismo juvenil, a produção autoral e o contato direto com a linguagem do cinema.

Mostra Primeiro Olhar – Rios das Memórias

Em Belém, o festival realiza a Mostra Primeiro Olhar – Rios das Memórias, que integra oficialmente a programação do Curta Escolas e do 11º Festival Pan-Amazônico de Cinema. A mostra acontece no dia 30 de abril de 2026, a partir das 10h, na Escola Bosque, em Caratateua, em parceria com a Prefeitura de Belém e a Secretaria Municipal de Educação (Semec).

Com caráter competitivo, a Mostra Primeiro Olhar é dedicada à valorização de produções audiovisuais estudantis e apresenta seis curtas-metragens: três realizados por estudantes da Escola Bosque e três produzidos por estudantes de escolas do Marajó.

As obras resultam do percurso formativo desenvolvido ao longo do Projeto Curta Escolas, que envolve roteirização, filmagem, edição e finalização dos filmes.

O eixo curatorial “Rios das Memórias” orienta a seleção e a exibição dos curtas, convocando o território amazônico como espaço de circulação de histórias, afetos e ancestralidades. A proposta reconhece os rios como caminhos de conexão entre ilhas, cidades, escolas e gerações, destacando a multiplicidade de narrativas juvenis que emergem da relação entre memória, identidade, cultura e cotidiano amazônico.

Além das exibições, a programação inclui abertura institucional, roda de conversa com os estudantes realizadores e premiação oficial. Os filmes serão avaliados por uma comissão formada por três profissionais do audiovisual, com critérios como coerência com o eixo curatorial, protagonismo estudantil, qualidade narrativa e estética, relação com o território e potência expressiva das obras.

Cerca de 200 estudantes da rede pública participam presencialmente da Mostra em Belém, com transporte, lanche e pipoca garantidos, reforçando o compromisso do projeto com acesso inclusivo às atividades culturais.

Formação audiovisual como eixo central

Em 2026, o Curta Escolas fortalece sua dimensão formativa. Entre os dias 2 e 23 de março, serão realizadas oficinas de audiovisual nos municípios do Marajó e em Belém, abrangendo desde a criação e seleção de roteiros até a produção, edição e exibição pública dos curtas-metragens.

O percurso articula teoria e prática, estimulando o trabalho coletivo, a expressão artística e o reconhecimento dos estudantes como autores de suas próprias narrativas.

A Mostra Primeiro Olhar – Rios das Memórias constitui a culminância pública e competitiva desse processo, inserindo a produção audiovisual escolar no circuito cultural do cinema amazônico e ampliando a visibilidade das narrativas juvenis.

A coordenação geral é de Manuella Porto, com coordenação local no Marajó de Ruth Costa e coordenação em Caratateua (Escola Bosque) de Renata Aguiar. As oficinas são ministradas por Michel Ribeiro, com apoio de equipes locais em Joanes, Cachoeira do Arari e Soure.

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