A cena artística do interior da Amazônia ganha novos contornos com a divulgação dos artistas selecionados para uma importante exposição coletiva que será realizada no sudeste do Pará.
Ao todo, 30 artistas foram escolhidos para participar da mostra, que acontecerá na Feira do Produtor de Parauapebas, reunindo talentos de diferentes municípios do Pará e do Maranhão. A seleção foi conduzida por uma comissão formada por André Amparo, Davi DMS e Fhero.
Além disso, o alto número de inscrições chamou atenção e evidenciou o interesse crescente pela iniciativa, assim como o nível técnico e a originalidade das propostas apresentadas.
Nova dinâmica valoriza produção autoral
Nesta edição, uma mudança importante foi implementada. Em vez de produzir as obras em um único espaço, os artistas irão criar seus trabalhos em suas próprias casas e ateliês.
Posteriormente, as obras serão reunidas pela equipe organizadora para compor a exposição, que ficará aberta ao público entre os dias 2 e 31 de maio de 2026.
Ao mesmo tempo, essa proposta amplia a liberdade criativa dos participantes e respeita os diferentes contextos e realidades de produção.
Arte inserida no cotidiano
A escolha do local da exposição também reforça o caráter inovador da iniciativa. Ao ocupar um espaço popular e de grande circulação, a mostra aproxima a arte do dia a dia da população.
Segundo o curador geral e coordenador, Gilberto Scarpa “Levar as obras para a feira é reconhecer que a arte dialoga com quem circula, trabalha e constrói a cidade todos os dias”.
Dessa forma, a exposição propõe uma experiência acessível e integrada à rotina urbana, rompendo com formatos tradicionais.
Da exposição física ao ambiente digital
Após o período presencial, as obras também serão disponibilizadas em uma galeria virtual. Com isso, o alcance dos artistas será ampliado, ultrapassando as barreiras geográficas e alcançando novos públicos.
Trajetória consolidada
Desde sua criação, em 2020, o projeto vem se consolidando como um importante espaço de visibilidade e desenvolvimento para artistas da região Norte e Nordeste.
Até aqui, já são mais de 300 obras produzidas em mais de 20 localidades nos estados do Pará, Maranhão e Minas Gerais. Além disso, a iniciativa tem contribuído para a geração de renda e fortalecimento da economia criativa.
Agora, em sua sexta edição, o projeto se reinventa ao propor novos formatos e ampliar o diálogo entre arte, território e sociedade.
