Estudante paraense disputa seletiva que define equipe brasileira de astronomia

Jovem de 18 anos participa de torneio no Rio de Janeiro que seleciona estudantes para representar o Brasil em olimpíadas internacionais

Matheus Freire
Jovem paraense sonha em seguir carreira na área aeroespacial - Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

A estudante paraense, Eloísa Rocha, de 18 anos, natural de Carajás, no sudeste do Pará, foi selecionada para participar do Torneio Seletivo de Astronomia e Astrofísica (TSA) 2026, etapa nacional que reúne jovens talentos da ciência no país. A competição presencial ocorre entre 9 e 12 de março, na cidade de Barra do Piraí (RJ), e reúne estudantes com melhor desempenho na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

Após se destacar nas provas on-line da seleção, Eloísa garantiu vaga na fase presencial do torneio, considerada a etapa mais avançada do processo seletivo. Durante a competição, os participantes passam por três avaliações.

O Torneio Seletivo de Astronomia e Astrofísica funciona como um filtro para a formação das equipes brasileiras que disputam competições internacionais. Nesta edição, 45 estudantes serão escolhidos para treinamentos seletivos avançados.

Ao final do processo, serão definidos os representantes do Brasil em duas competições:

  • Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA)
  • Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA)

Interesse pela ciência começou na infância

Segundo Eloísa, a paixão pela ciência surgiu ainda nos primeiros anos da escola e ganhou força após o contato com as olimpíadas do conhecimento. “Desde pequena sempre tive curiosidade em entender por que as coisas acontecem. No quinto ano, quando conquistei minha primeira medalha na Olimpíada Brasileira de Astronomia, percebi que queria continuar estudando essa área”, conta.

A estudante afirma que, ao conhecer melhor o universo das competições científicas, passou a se dedicar mais intensamente aos estudos. “Quando avancei para a segunda fase da OBMEP, comecei a pesquisar mais sobre as olimpíadas e entendi a importância da OBA e das seletivas. A partir daí, passei a estudar com mais foco para tentar chegar cada vez mais longe.”

Preparação exigiu disciplina e organização

Conciliar os estudos do ensino médio, a preparação para vestibulares e o treinamento para olimpíadas científicas foi um dos principais desafios enfrentados pela jovem. “Além da rotina da escola, precisei buscar materiais específicos e estudar em plataformas criadas por ex-olímpicos. Foi um processo de muita disciplina”, explica.

Sonho de seguir carreira científica

Apaixonada pelo universo aeroespacial, Eloísa diz que pretende seguir carreira na área científica e vê na experiência da seletiva nacional um passo importante para o futuro. “Meu sonho é ser cientista. Dentro do setor aeroespacial gosto muito tanto da engenharia quanto da astrofísica, mas hoje posso dizer que a astrofísica tem meu coração.”

Por fim, Ela também destaca a importância do apoio recebido para participar da etapa presencial do torneio. “Ter incentivo para participar de eventos como esse faz muita diferença. Saber que posso viajar e me dedicar à prova com tranquilidade ajuda a manter o foco no que realmente importa: aprender e dar o meu melhor.”

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