Profissionais de enfermagem recém-formados de uma faculdade particular, localizada na Região Metropolitana enfrentam dificuldades para obter a carteira de registro profissional junto ao Conselho Regional de Enfermagem do Pará (Coren-PA). Cerca de 20 graduados relatam que a falta de respostas por parte do órgão regulador tem impedido o exercício legal da profissão e provocado entraves na inserção do grupo no mercado de trabalho.
A situação arrasta-se há semanas, gerando insatisfação entre os profissionais que dependem do documento de identificação fiscal para assumir postos em hospitais e clínicas locais. De acordo com relatos dos afetados, os canais oficiais de comunicação digital e telefônica disponibilizados pela autarquia não prestam o suporte necessário. “A gente se formou no final de 2025, tentamos contato por meio do número de telefone disponibilizado no site do conselho, e ninguém nos atende, o whatsapp disponível também não funciona. A gente se formou, e até agora o conselho da nossa classe, não nos deu a devida atenção. Só servem para cobrar anuidade”, reclama uma Enfermeira que preferiu não se identificar.
Impacto no mercado de trabalho e falhas no sistema
O atraso na confecção do registro profissional reflete diretamente nas contratações do setor de saúde, uma vez que a inscrição ativa no conselho de classe é um requisito legal obrigatório para o exercício das atividades assistenciais. “Nós estamos perdendo oportunidades de trabalho. Já perdi uma oportunidade de emprego, por conta disso”, desabafa a profissional.
As críticas também se estendem às ferramentas digitais do conselho. A plataforma Sigen, sistema responsável por gerir o fluxo de dados e solicitações de inscrições, é apontada pelos recém-formados como inoperante. “Esse site não funciona, não redireciona para canto nenhum, ou seja, não ajuda em nada e a gente fica sem documento para exercer nossa profissão”, complementa.
