Projeto impulsiona empoderamento feminino e geração de renda em comunidades ribeirinhas do Marajó

Iniciativa aposta na economia criativa para transformar a realidade de mulheres ribeirinhas

Redação
Mulheres ribeirinhas do Marajó participam de oficinas de capacitação voltadas à geração de renda sustentável - Foto: Divulgação/Ascom Equatorial

Um projeto voltado ao empoderamento feminino e à geração de renda sustentável tem promovido mudanças em comunidades ribeirinhas do arquipélago do Marajó, no Pará. A iniciativa “Empoderamento Feminino através da Economia Criativa e Sustentabilidade”, patrocinada pela Equatorial Pará, aposta na capacitação de mulheres como estratégia para fortalecer a autonomia financeira e o desenvolvimento local.

A ação alcança jovens e mulheres a partir de 14 anos em Portel e em comunidades situadas nos rios Pacajá, Anapu, Arau, Caju, Camarapi e Piarim. Ao todo, cerca de 90 participantes são atendidas com atividades formativas e práticas.

O projeto oferece oficinas em áreas da economia criativa e sustentável, como produção de biojoias, estética, panificação e cultivo de hortaliças. A proposta é transformar habilidades já presentes nas comunidades em oportunidades concretas de renda, ao mesmo tempo em que incentiva o uso responsável dos recursos naturais.

“A proposta é transformar talentos e conhecimentos locais em oportunidades reais de geração de renda, incentivando também o uso consciente dos recursos naturais da região”, afirma Michele Miranda, analista de sustentabilidade social.

Além da capacitação técnica, a iniciativa busca fortalecer a autoestima e o protagonismo feminino em regiões historicamente marcadas por vulnerabilidade social. Com isso, o projeto também atua no enfrentamento das desigualdades econômicas e sociais que afetam principalmente mulheres e jovens em áreas ribeirinhas.

Nesse contexto, a economia criativa se consolida como uma ferramenta relevante de inclusão, permitindo que as participantes ampliem sua atuação no mercado e desenvolvam pequenos negócios a partir de saberes tradicionais.

“O projeto representa uma oportunidade concreta para que mulheres ribeirinhas do Marajó aprendam a transformar as riquezas da natureza em segurança alimentar e em desenvolvimento econômico sustentável para suas comunidades”, destaca Marcos Ribeiro, coordenador do IDE Social.

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