A capital paraense recebe pela primeira vez o Festival de Roteiro Audiovisual da Amazônia, reunindo roteiristas de todos os estados da região Norte. O evento tem como objetivo valorizar e impulsionar o talento local, promovendo a qualificação de roteiros originais que retratam a Amazônia, suas culturas, histórias e diversidade.
O festival é uma iniciativa da Duda Filmes, contemplada pela Lei Rouanet, com patrocínio do Instituto Cultural Vale e realização do Ministério da Cultura. O FERA funciona como um laboratório de storytelling e também como um evento estruturante para o mercado audiovisual da região.
O FERA será realizado de forma híbrida, combinando atividades online e encontros presenciais. A programação inclui oficinas, laboratórios e mentorias conduzidas por profissionais experientes do mercado audiovisual.
Datas e locais
- Presencial: 12, 13 e 14 de dezembro
- Locais: Museu da Imagem e do Som, no Centro Cultural Palacete Faciola, e Casa da Linguagem
- Acesso: atividades abertas e gratuitas
Seleção de projetos
Para a edição de 2025, o festival recebeu 71 inscrições:
- 32 longas de ficção
- 8 longas documentários
- 19 curtas de ficção, incluindo live action e animação
- 4 curtas documentários
- 4 séries de ficção
- 2 séries documentais
Ao todo, 19 projetos foram selecionados, representando os sete estados da região Norte. O festival vai premiar os melhores roteiros nas categorias: Longa Ficção, Longa Documentário, Série Ficção, Série Documental, Curta Ficção e Curta Documentário, além de conceder troféus e menções honrosas a projetos de destaque.
Laboratórios e mentores
Os laboratórios do festival serão conduzidos por profissionais de referência no audiovisual brasileiro:
- Longa Ficção: Leo Garcia
- Longa Documentário: Felipe Cortez
- Série Ficção: Sônia Rodrigues
- Série Documental: Eva Pereira
- Curta Ficção e Animação: José Araripe Jr.
- Curta Documentário: Gustavo Godinho
Ivan Carlo, do Amapá, está entre os selecionados com o roteiro de curta de ficção de terror Deja-vu. Ele conta que a ideia surgiu de um sonho.
“Quase todas as minhas produções se passam na Amazônia, assim como este curta, ambientado numa casa de praia em Ferreira Gomes, no Amapá. Participar deste festival é a chance de aprimorar nossos roteiros para competir em nível nacional e trocar experiências com profissionais de toda a região.”
Wendril Kalloan, roteirista da série de ficção Salve Rainha, do Amazonas, destaca a importância do festival para o mercado.
“A Amazônia não é só um cenário para mim, é a força motora do meu trabalho. Suas narrativas têm identidade, emoção e intenção, e ainda são pouco exploradas. O FERA é um catalisador, uma ponte com players importantes para mostrar que nós existimos. As narrativas amazônicas têm exatamente o que o mercado busca: identidade forte, territorialidade, conflito real e estética diferenciada. Estamos chegando lá.”
“O FERA nasce do desejo de fortalecer o protagonismo criativo da Amazônia. Nosso compromisso é abrir caminhos para que roteiristas da região possam desenvolver suas narrativas com qualidade, apoio técnico e visibilidade. A Amazônia tem histórias potentes, diversas e necessárias — e o FERA existe para que elas cheguem cada vez mais longe e se profissionalizem,” conta, Ana Vidigal, coordenadora-geral e idealizadora do festival.
