Saúde mental ganha espaço nas estratégias de prevenção no trabalho

Redação
Ações de escuta e acolhimento fortalecem a saúde mental no ambiente de trabalho - Foto: Divulgação/Suzano.

A saúde mental tem ganhado espaço nas discussões sobre segurança e qualidade de vida no ambiente de trabalho. Com a atualização da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01), a atenção aos riscos psicossociais passa a integrar de forma mais evidente as estratégias de prevenção adotadas pelas organizações.

No contexto do Setembro Amarelo, a Suzano reforça ações voltadas à escuta, ao acolhimento e ao bem-estar dos colaboradores. A proposta também dialoga com a campanha de 2026 do Centro de Valorização da Vida (CVV), que tem como tema “Escutar é estar presente”.

Entre os fatores considerados na gestão dos riscos psicossociais estão aspectos relacionados à organização do trabalho, às relações profissionais e a situações que podem afetar o bem-estar das pessoas. Para Sarita Barros, gerente corporativa de Saúde e Qualidade de Vida da empresa, o cuidado precisa ser contínuo e preventivo.

“Cuidar da saúde mental é um trabalho constante. Nosso objetivo é ouvir as pessoas, identificar oportunidades de melhoria e oferecer apoio de forma preventiva”, afirma.

Escuta e acolhimento

Entre as iniciativas estão canais de orientação e acolhimento, terapia on-line e benefícios voltados à prática de atividades físicas. Também são realizadas palestras, rodas de conversa e campanhas educativas sobre saúde mental durante o ano.

A preparação das lideranças também faz parte da estratégia. Gestores recebem capacitação para desenvolver habilidades relacionadas à escuta ativa, empatia e acolhimento, contribuindo para relações profissionais mais respeitosas.

O monitoramento também tem papel importante na prevenção. A companhia utiliza o Censo de Saúde e Ambiente Psicossocial para acompanhar indicadores relacionados ao bem-estar dos colaboradores. Os dados são analisados junto a outros mecanismos de escuta e informações organizacionais para identificar pontos que precisam de atenção.

Segundo Sarita Barros, transformar os dados obtidos em ações práticas é parte importante desse processo.

“Esse olhar integrado permite compreender melhor os fatores que podem impactar o bem-estar das pessoas e atuar de forma preventiva”, destaca.

Além das questões relacionadas ao ambiente profissional, as ações de conscientização também abordam fatores externos que podem afetar a qualidade de vida, como situações de violência e desigualdade. A proposta é ampliar o acesso à informação e fortalecer redes de apoio para colaboradores e familiares.

Onde buscar ajuda

O Centro de Valorização da Vida oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia. O atendimento também está disponível pelo site oficial do CVV.

Em situações de violência contra a mulher, a Central de Atendimento à Mulher (180) oferece orientação e encaminhamento. Em casos de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

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