O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 180 milhões do Fundo Clima para financiar um projeto de restauração ambiental no Pará. A iniciativa prevê a recuperação de áreas degradadas e a recomposição da vegetação nativa na região da Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu.
Ao todo, o projeto prevê a restauração de 10.346 hectares no território paraense. A área está localizada entre os municípios de Altamira e São Félix do Xingu, no sudoeste do estado.
A iniciativa faz parte das ações voltadas à recuperação de áreas degradadas, conservação da biodiversidade e enfrentamento das mudanças climáticas na Amazônia.
Projeto prevê restauração de mais de 10 mil hectares
O financiamento do BNDES será utilizado em um empreendimento com investimento total estimado em R$ 257 milhões.
A proposta é recuperar áreas que sofreram diferentes níveis de degradação ambiental. O trabalho deve contribuir para a recomposição da vegetação nativa e para a recuperação dos serviços ambientais oferecidos pela floresta.
A região da APA Triunfo do Xingu está inserida em uma área estratégica da Amazônia paraense. Por isso, ações de restauração podem contribuir também para a proteção da biodiversidade e dos recursos naturais.
Fundo Clima apoia recuperação ambiental no Pará
Os recursos são provenientes do Fundo Clima, uma das ferramentas utilizadas pelo BNDES para apoiar projetos relacionados à redução das emissões de gases de efeito estufa e à adaptação às mudanças climáticas.
No Pará, o financiamento ganha relevância diante da necessidade de recuperar áreas degradadas e ampliar a conservação da vegetação amazônica.
Além dos benefícios ambientais, projetos de restauração podem movimentar cadeias econômicas ligadas à produção de mudas, coleta de sementes, serviços ambientais e atividades de monitoramento.
Restauração pode gerar impactos para a Amazônia
A recuperação de áreas degradadas contribui para a formação de corredores de vegetação, proteção do solo e manutenção de recursos hídricos.
A restauração também pode favorecer a captura de carbono e fortalecer a conservação da biodiversidade.
No contexto amazônico, iniciativas desse tipo são consideradas estratégicas para conciliar preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e recuperação de áreas que perderam parte de sua cobertura vegetal.
O projeto financiado pelo BNDES amplia, portanto, a participação de recursos públicos na agenda de restauração ambiental no Pará.
