A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (22) o homem suspeito de manter a ex-companheira em cárcere privado por cerca de uma semana em Parauapebas, no sudeste do Pará. A vítima havia sido resgatada na última sexta-feira (19) durante ações da terceira fase da Operação Escudo Feminino, iniciativa voltada ao combate à violência contra a mulher em todo o Estado.
Segundo as investigações, familiares estavam sem notícias da mulher há vários dias. Quando foi localizada pelos agentes, ela apresentava sinais de agressão e estava em condições precárias dentro do imóvel onde era mantida contra a própria vontade.
O suspeito fugiu após o resgate, mas foi localizado e preso após diligências realizadas pela Polícia Civil.
Ao comentar o caso, a governadora Hana Ghassan destacou a gravidade da situação encontrada pelas equipes durante a operação. “Um homem manteve a ex-companheira em cárcere privado. A família estava há dias sem notícia alguma, e ela foi localizada e libertada durante a terceira fase do Escudo Feminino. Nossos policiais encontraram a vítima debilitada, ferida e presa em condições desumanas. É uma situação inaceitável”, afirmou.
Operação supera 100 prisões
A prisão ocorre no momento em que a Operação Escudo Feminino ultrapassa a marca de 100 detidos em suas três fases realizadas neste ano no Pará.
Coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), a ação reúne forças de segurança e órgãos da rede de proteção para fiscalizar medidas protetivas, localizar suspeitos, acompanhar vítimas e reforçar o combate à violência doméstica.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, coronel PM Ed-Lin Anselmo, a operação tem buscado ampliar a resposta das autoridades aos casos de violência contra mulheres. “Estamos mobilizando todos os órgãos de segurança para ampliar a prevenção, fortalecer o acolhimento e garantir resposta rápida às vítimas. No Pará, agressor de mulher será responsabilizado”, declarou.
Mais de 4,8 mil mulheres atendidas
Os números acumulados das três fases da operação apontam 104 prisões e aproximadamente 4,8 mil mulheres atendidas em diferentes municípios paraenses.
A primeira etapa, realizada em abril, contabilizou 23 prisões e mais de 2,6 mil atendimentos. Em maio, a segunda fase registrou outras 41 prisões. Já a terceira etapa, encerrada na última sexta-feira, somou mais 40 detidos e 1.152 mulheres acompanhadas pelas equipes.
Além das prisões, as ações incluem fiscalização de medidas protetivas, visitas às vítimas, monitoramento de suspeitos e atendimento especializado em casos de violência doméstica.
O caso registrado em Parauapebas ganhou destaque durante a última fase da operação e reforçou o alerta para a importância das denúncias e do acompanhamento das mulheres em situação de risco. “Ele fugiu, mas eu disse que seria preso. Dito e feito. Meus parabéns aos policiais civis que o localizaram e realizaram a prisão. A Operação Escudo Feminino vai continuar”, acrescentou a governadora.
