Infecção urinária pode atingir os rins e causar complicações graves

Diagnóstico precoce é essencial para evitar danos aos rins

Redação
Sintomas intensos indicam quando a infecção atinge os rins - Foto: Divulgação/Canva

A infecção urinária está entre as condições mais comuns na população e, quando não tratada corretamente, pode evoluir para quadros mais graves, como a pielonefrite — uma infecção que atinge os rins e pode exigir internação.

Segundo o nefrologista Victor Jordão, a doença ocorre, na maioria dos casos, quando bactérias sobem pelo trato urinário até alcançar os rins.

“A pielonefrite é uma inflamação renal provocada, geralmente, por bactérias que saem das vias urinárias mais baixas, como a bexiga, e chegam aos rins”, explica.

Diferença entre cistite e pielonefrite

Enquanto a cistite afeta apenas a bexiga e apresenta sintomas mais localizados, a pielonefrite é mais grave e envolve manifestações sistêmicas.

“Na cistite, é comum sentir dor ao urinar e desconforto abdominal. Já a pielonefrite costuma causar febre alta, dor lombar intensa e mal-estar generalizado”, destaca o médico.

Como a infecção evolui

O problema geralmente começa com bactérias presentes no intestino, que chegam à uretra e à bexiga. A partir daí, podem atingir os rins.

Alguns hábitos aumentam esse risco, como:

  • Beber pouca água
  • Segurar a urina por muito tempo
  • Relações sexuais sem cuidados adequados
  • Uso frequente de duchas íntimas

“Baixa ingestão de água e segurar a urina facilitam a proliferação de bactérias no trato urinário”, explica.

Sinais de alerta

Os principais sintomas que indicam comprometimento dos rins são:

  • Febre alta
  • Dor lombar intensa
  • Mal-estar geral

Nesses casos, a recomendação é procurar atendimento médico imediato.

Grupos como gestantes, idosos, diabéticos e pessoas com imunidade baixa têm maior risco de desenvolver complicações.

Riscos e diagnóstico

Sem tratamento adequado, a pielonefrite pode causar danos permanentes aos rins.

“O principal risco são infecções recorrentes, que podem provocar cicatrizes e comprometer a função renal ao longo do tempo”, alerta Victor Jordão.

O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, principalmente o exame de urina e a urocultura, que identifica a bactéria e orienta o tratamento.

Tratamento

O tratamento varia conforme a gravidade. Casos leves podem ser tratados com antibióticos orais, enquanto quadros mais graves exigem internação e medicação intravenosa.

“Pacientes com dor intensa, vômitos ou dificuldade de ingestão de líquidos podem precisar de tratamento hospitalar”, explica.

Prevenção

Medidas simples ajudam a reduzir o risco de infecção urinária:

  • Beber bastante água
  • Não segurar a urina
  • Urinar antes e após relações sexuais
  • Evitar duchas íntimas

O especialista reforça que hidratação não substitui tratamento.

“Beber água ajuda na prevenção, mas não trata a infecção. A pielonefrite exige antibiótico adequado”, afirma.

Atenção aos sintomas

A pielonefrite é uma condição séria, mas tratável quando diagnosticada precocemente. Ignorar os sinais pode trazer consequências duradouras.

“Buscar atendimento ao primeiro sinal de infecção é fundamental para proteger a saúde dos rins”, finaliza o nefrologista.

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