Em um cenário onde tecnologia ainda é distante da realidade de muitos estudantes da rede pública, iniciativas que aproximam inovação do cotidiano escolar ganham força ao transformar salas de aula em espaços de criação, experimentação e futuro. É nesse contexto que Parauapebas passa a integrar um movimento nacional que aposta na educação tecnológica como ferramenta de mudança social.
O projeto Conectados realiza, no dia 23 de abril (quinta-feira), sua aula inaugural em Parauapebas (PA), marcando o início das atividades na Associação Cultural Educacional e Beneficente de Palmares. A iniciativa amplia o acesso de estudantes da rede pública à tecnologia, com foco em robótica educacional e cultura maker.
Desenvolvido pela EGP Brasil e viabilizado por meio da Lei Rouanet, o projeto chega ao município dentro de uma estratégia de expansão para novas cidades, fortalecendo o ensino prático e inovador em regiões com menor acesso a recursos tecnológicos.
A partir do início das atividades, os alunos terão contato direto com oficinas que envolvem programação, lógica e desenvolvimento de soluções criativas. A proposta vai além da teoria: os participantes são incentivados a construir projetos que dialoguem com desafios reais de suas comunidades.
Um dos destaques é a implantação de um espaço maker equipado com kits tecnológicos e materiais didáticos. O ambiente foi pensado para estimular o trabalho em equipe, o pensamento crítico e a autonomia dos estudantes no processo de aprendizagem.
Ao longo do projeto, os jovens desenvolvem soluções que serão apresentadas em eventos abertos ao público, aproximando escola e comunidade e reforçando o papel da educação como motor de transformação social.
Com atuação em diferentes estados, o Conectados já impactou mais de 1.200 estudantes em todo o país. A chegada a Parauapebas amplia esse alcance e fortalece iniciativas voltadas à inclusão digital e ao desenvolvimento de competências para o século XXI.
Para Marianna Muniz, PMO do projeto, a inserção da tecnologia no ambiente escolar amplia horizontes. “Quando os alunos têm acesso à robótica e à cultura maker, eles passam a enxergar novas possibilidades de aprendizado e de futuro”, afirma.
Já representantes do setor empresarial envolvidos na iniciativa destacam a importância de investir em educação como estratégia de desenvolvimento local, especialmente em regiões onde o acesso à tecnologia ainda é limitado.
A expectativa é que o projeto contribua para formar jovens mais preparados, criativos e conectados com as demandas contemporâneas, abrindo caminhos para novas oportunidades acadêmicas e profissionais.
