Viveiro da Black Jaguar abre visitas educativas gratuitas no Sul do Pará

Matheus Freire
Estudantes participam de visita educativa no viveiro florestal da Black Jaguar, em Santana do Araguaia, durante atividade prática de educação ambiental - Foto: Divulgação/Black Jaguar

Com o início do calendário escolar, o Instituto Black Jaguar abriu as inscrições para a temporada de visitas educativas gratuitas ao maior viveiro florestal do Sul do Pará, localizado em Santana do Araguaia. A ação é voltada a estudantes, educadores, universitários e grupos comunitários interessados em vivenciar, na prática, atividades de educação ambiental e restauração ecológica.

As visitas acontecem todas as sextas-feiras, das 8h às 11h, mediante agendamento prévio. Durante o percurso, os participantes são acompanhados por técnicos do projeto e conhecem todas as etapas da produção de mudas nativas do Cerrado e da Amazônia, utilizadas na recuperação de áreas degradadas da região.

Entre as atividades estão o plantio de mudas, a identificação de espécies nativas, a observação dos sistemas de irrigação e a compreensão do ciclo completo da restauração florestal em áreas de preservação permanente (APPs) e reservas legais (RL).

Inaugurado em 2022, o viveiro é considerado estratégico para as ações da organização, que atua na restauração de mais de 1 milhão de hectares ao longo de 2.600 quilômetros do Rio Araguaia, conectando os biomas Cerrado e Amazônia. Em três anos de operação, o espaço já produziu mais de 1,2 milhão de mudas, com 78 espécies nativas germinadas.

Parte das sementes utilizadas é coletada por integrantes da Rede Ressemear, formada por mais de 115 coletores locais, em sua maioria mulheres, fortalecendo a cadeia da restauração florestal e promovendo geração de renda nas comunidades da região.

Para a atual temporada de plantio, que vai de novembro de 2025 a fevereiro de 2026, o viveiro produziu mais de 440 mil mudas. Após uma reestruturação recente, a capacidade anual de produção foi ampliada de 500 mil para 650 mil mudas por ciclo, um crescimento de 30%. “O viveiro vai além da produção de mudas. Ele se consolida como um espaço de aprendizado e conexão da comunidade com a causa ambiental”, afirma Norivânia Diniz, engenheira florestal e coordenadora da atividade.

As visitas são indicadas para crianças a partir de 5 anos, com grupos entre 5 e 15 participantes, incluindo os educadores responsáveis. Todos os visitantes utilizam equipamentos de segurança fornecidos pela organização.

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