Planejamento financeiro para comprar a casa própria, esse é o desejo que segue entre as principais metas financeiras dos brasileiros. No entanto, transformar esse sonho em realidade exige mais do que intenção: demanda estratégia, disciplina e informação. Especialistas do setor imobiliário afirmam que, com planejamento financeiro adequado, é possível viabilizar a compra do imóvel ainda em 2026.
O primeiro passo, segundo profissionais do mercado, é definir claramente a meta. Em geral, instituições financeiras exigem entrada entre 20% e 30% do valor do imóvel. Por isso, entender o preço da unidade desejada e calcular o montante necessário evita frustrações e orienta um plano realista.
“Ter clareza sobre o valor do imóvel e o quanto será preciso para a entrada permite que a família organize suas finanças com segurança”, afirma Simone Vieira, superintendente de Operações Comerciais da HM Engenharia.
Recomendações para comprar a casa própria
Além disso, a organização do orçamento mensal é decisiva. Mapear receitas e despesas, incluindo pequenos gastos do dia a dia, ajuda a identificar excessos e redirecionar recursos para a poupança do imóvel. A recomendação é estabelecer categorias e reservar, mensalmente, um valor fixo exclusivo para essa finalidade.
Ainda que o aporte inicial seja modesto, a constância tende a gerar resultados expressivos ao longo do tempo. Nesse contexto, separar o dinheiro da entrada das demais finanças é fundamental. Aplicações conservadoras e com liquidez diária, como Tesouro Selic e CDBs, podem proteger o valor acumulado e garantir rendimento. Para perfis mais cautelosos, a poupança permanece como alternativa, embora com menor rentabilidade.
FGTS: alternativa para conquista da casa própria
Outro aliado estratégico é o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O saldo pode compor a entrada, amortizar parcelas ou reduzir o saldo devedor do financiamento. “O FGTS é uma ferramenta importante para trabalhadores com carteira assinada e pode acelerar significativamente a conquista do imóvel”, explica Simone, lembrando que o uso do recurso depende de regras específicas.
Por outro lado, o comprador também precisa considerar custos adicionais. Escritura, registro em cartório e ITBI costumam representar de 3% a 5% do valor do imóvel. Em alguns municípios, entretanto, há possibilidade de isenção para o primeiro imóvel, o que reduz o impacto financeiro inicial. Além disso, especialistas recomendam reservar recursos para mobília, eventuais ajustes no imóvel e uma reserva de emergência.
Mercado imobiliário oferece condições especiais
O mercado imobiliário também tem ampliado alternativas para facilitar a compra. Atualmente, algumas incorporadoras oferecem condições de parcelamento da entrada e formatos de pagamento mais flexíveis, adaptados à realidade de cada família.
Em síntese, o planejamento financeiro para comprar a casa própria vai além de economizar dinheiro. Trata-se de estruturar uma estratégia viável, acompanhar metas e manter disciplina ao longo do processo. Com organização e orientação adequada, o objetivo pode sair do papel ainda este ano.
