Oficina de fotografia com celular mobiliza jovens e pode virar projeto audiovisual em Mosqueiro

Iniciativa cultural desperta talentos e pode impulsionar produção audiovisual comunitária

Matheus Freire
Jovens registram o cotidiano da comunidade durante oficina de fotografia com celular em Mosqueiro - Foto: Divulgação/Catarse

Uma oficina gratuita de fotografia com celular reuniu jovens da comunidade Vila Sapo do Cajueiro, no distrito de Mosqueiro, no último fim de semana. A atividade integrou a exposição “Catarse – Olhares da Periferia”, do fotógrafo Everaldo Nascimento, e estimulou moradores a registrarem o próprio território por meio da imagem.

Durante a ação, noções básicas de fotografia foram apresentadas aos participantes, que passaram a explorar o cotidiano da comunidade com o uso do celular. As produções incluíram registros da paisagem ribeirinha, da pesca artesanal e de aspectos da vida local, fortalecendo a conexão entre cultura e identidade.

Além disso, o engajamento dos jovens abriu caminho para novos desdobramentos. A partir do interesse demonstrado, começou a ser estruturada a proposta de um projeto de formação audiovisual voltado à produção de vídeos e conteúdos digitais criados pelos próprios moradores.

Para o jovem Sidney Augusto, a iniciativa pode ampliar a visibilidade da comunidade. “Seria muito importante fazer vídeos e fotos para divulgar o lugar e atrair mais pessoas, porque muita gente ainda não conhece a comunidade”, afirma.

A proposta em construção prevê oficinas práticas com foco em roteiro, gravação e edição de vídeos. Ao mesmo tempo, a ideia é incentivar a produção de conteúdos que destaquem a cultura local, os saberes tradicionais e o potencial turístico da região.

Segundo Everaldo Nascimento, o projeto nasce do diálogo direto com a comunidade. “Os jovens demonstraram muito interesse. A proposta é fortalecer esse potencial e criar condições para que eles contem suas próprias histórias”, destaca.

Caso seja aprovado em edital público, o projeto deverá ser desenvolvido no próprio território, com participação ativa dos moradores em todas as etapas. A iniciativa reforça o papel da cultura como ferramenta de inclusão social e evidencia como ações locais podem gerar novas oportunidades para jovens em comunidades ribeirinhas.

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