A geopolítica dos minerais críticos no Brasil esteve no centro das discussões do 1º Future Minerals Summit, realizado em Brasília. O evento reuniu representantes do setor mineral, autoridades públicas e especialistas para debater o papel estratégico do país na transição energética, na segurança mineral e no cenário geopolítico internacional.
O encontro contou com a participação institucional do Simineral, reforçando a importância do diálogo entre o setor produtivo e o poder público. Entre os participantes esteve Anderson Baranov, presidente do Conselho Diretor do Simineral e CEO da Norsk Hydro Brasil. A programação também reuniu autoridades como o deputado José Silva; o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Sousa; a secretária do Ministério de Minas e Energia, Ana Paula Bittencourt; e o deputado Joaquim Passarinho.
O presidente executivo do Simineral, Emerson Rocha, integrou o painel “Geopolítica dos Minerais Críticos e o Papel do Brasil”. O debate abordou o posicionamento do país diante do aumento da demanda global por minerais essenciais à transição energética, à inovação tecnológica e à segurança industrial. Também foram discutidos os desafios institucionais e regulatórios que impactam o setor mineral brasileiro.
Durante sua participação, Emerson Rocha destacou que a geopolítica dos minerais críticos no Brasil precisa considerar as especificidades regionais. Segundo ele, o Pará tem papel estratégico na matriz mineral nacional e na oferta de insumos fundamentais para cadeias globais de energia limpa. “Levar a perspectiva do Pará para esse debate é essencial. O estado contribui diretamente para agendas globais, como a transição energética e o desenvolvimento sustentável”, afirmou.
Nesse contexto, o executivo ressaltou ainda que a presença do setor mineral paraense em fóruns nacionais fortalece o diálogo institucional. Esse movimento amplia a compreensão sobre o papel do Brasil no cenário internacional. Também contribui para a construção de políticas públicas mais alinhadas à realidade produtiva e socioambiental do país.
Com isso, as discussões sobre o tema amplia a necessidade de integração entre governo, indústria e sociedade. O objetivo é garantir segurança jurídica, competitividade e sustentabilidade ao setor mineral, considerado estratégico para o desenvolvimento econômico e para o futuro energético global.
