O mês de fevereiro é marcado pelas campanhas Roxa e Laranja, voltadas à conscientização sobre doenças crônicas como Alzheimer, lúpus e fibromialgia. Entre essas condições, o Alzheimer se destaca por ser a forma mais comum de demência e por gerar impactos profundos não apenas nos pacientes, mas também em familiares e cuidadores.
Nesse contexto, o Fevereiro Roxo surge como um importante alerta para a sociedade, ao reforçar que a doença vai muito além dos esquecimentos considerados naturais do envelhecimento. De acordo com o neurologista Antônio de Matos, o Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que compromete, de forma gradual, diversas funções cognitivas. “O Alzheimer provoca uma perda progressiva da memória, da linguagem, da orientação e, com o tempo, da autonomia do paciente”, explica o especialista.
Além disso, os primeiros sinais costumam ser sutis, o que contribui para o diagnóstico tardio. Entre os sintomas mais frequentes estão esquecimentos recorrentes, dificuldade para reter informações recentes, confusão mental, alterações de comportamento e prejuízos na execução de atividades cotidianas. Com a evolução do quadro, o paciente pode desenvolver dependência funcional, limitações na comunicação e necessidade de cuidados contínuos.
Por esse motivo, o diagnóstico precoce se torna um fator determinante. Embora o Alzheimer ainda não tenha cura, o acompanhamento médico adequado pode fazer diferença significativa na progressão da doença. “Quando identificado precocemente, o tratamento ajuda a retardar o avanço do Alzheimer e proporciona melhor qualidade de vida tanto para o paciente quanto para seus familiares”, reforça o Dr. Antônio de Matos.
O tratamento envolve acompanhamento neurológico regular, uso de medicações específicas, estímulos cognitivos, além de suporte emocional e orientação aos cuidadores. Cada caso deve ser avaliado de forma individualizada, respeitando as necessidades e limitações do paciente.
