Cesta básica tem queda de 5,99% em Belém no segundo semestre de 2025

Açúcar, tomate e arroz lideram redução e aliviam orçamento das famílias da capital paraense

Matheus Freire
O tomate teve queda expressiva de preço em todas as 27 capitais ao longo do segundo semestre de 2025. (Créditos: Vitor Vasconcelos/Secom-PR)

O custo da cesta básica de alimentos registrou queda de 5,99% em Belém no segundo semestre de 2025. O valor médio passou de R$ 696,23 em julho para R$ 666,57 em dezembro, uma redução de R$ 29,66 no período. Os dados fazem parte do balanço divulgado nesta terça feira, 20 de janeiro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que analisou os preços nas 27 capitais brasileiras.

O levantamento integra a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria entre a Conab e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O acordo, firmado em agosto de 2025, ampliou o monitoramento para todas as capitais do país, garantindo maior abrangência e precisão nos dados.

Itens essenciais puxam a redução em Belém

Na capital paraense, a queda foi impulsionada principalmente pela redução nos preços de produtos essenciais do consumo diário. O açúcar apresentou o maior recuo, com diminuição de 29,84%, seguido pelo tomate, que caiu 25,31%, e pelo arroz, com retração de 20,59%.

Também registraram queda significativa os preços do óleo, com redução de 17,08%, do café, que recuou 8,17%, e do leite, com diminuição de 6,99%. O conjunto desses itens teve impacto direto no custo final da cesta básica e contribuiu para aliviar o orçamento doméstico, especialmente das famílias de menor renda.

Produção agrícola influencia preços dos alimentos

De acordo com o presidente da Conab, Edegar Pretto, a redução no valor da cesta básica em Belém e nas demais capitais reflete os efeitos positivos da política agrícola adotada no país. Segundo ele, os investimentos no setor agropecuário ampliaram a produção de alimentos voltados ao consumo interno.

Pretto destacou ainda que os Planos Safra, tanto o empresarial quanto o voltado à agricultura familiar, alcançaram volumes recordes de crédito, com juros subsidiados. Esse cenário resultou na maior safra da série histórica, o que aumentou a oferta de alimentos e contribuiu para preços mais acessíveis à população.

Com a queda registrada no segundo semestre de 2025, Belém acompanha uma tendência nacional de redução no custo da alimentação básica, reforçando a importância do acompanhamento contínuo dos preços e das políticas de abastecimento para a segurança alimentar.

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