Desde o início de sua operação, em abril de 2016, a Usina Hidrelétrica Belo Monte já repassou R$ 1,5 bilhão em royalties, valor oficialmente denominado Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos. Os dados consideram o período entre a entrada em funcionamento da primeira turbina e dezembro de 2025. Apenas em 2025, o montante pago chegou a R$ 234,2 milhões.
A compensação financeira é cobrada de todas as usinas hidrelétricas do país pelo uso da água na geração de energia elétrica. Os recursos arrecadados são distribuídos pela Agência Nacional de Energia Elétrica entre a União, os estados e os municípios que integram a área de atuação dos empreendimentos.
Os valores destinados à União são direcionados a fundos e órgãos federais, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, além do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico.
No âmbito regional, desde 2016, o Governo do Pará e os municípios de Vitória do Xingu, onde a usina está instalada, Brasil Novo e Altamira, considerados área de influência direta do empreendimento, receberam juntos R$ 1,1 bilhão em royalties.
As informações sobre os repasses da compensação financeira são atualizadas periodicamente pela Agência Nacional de Energia Elétrica e podem ser consultadas em sua base pública de dados.
Considerada a maior hidrelétrica cem por cento brasileira e a quinta maior do mundo, Belo Monte possui capacidade instalada suficiente para atender o equivalente a 18 milhões de residências com energia limpa e renovável. O empreendimento apresenta uma das menores taxas de emissão de gases de efeito estufa entre as hidrelétricas localizadas no bioma amazônico.
A usina é responsável por cerca de 10 por cento da demanda nacional de energia elétrica e atua como uma bateria natural do sistema, contribuindo para a segurança energética do país, especialmente em períodos de maior consumo. Além disso, favorece a modicidade tarifária, ao operar com grande volume de geração e um dos menores custos por megawatt hora entre as hidrelétricas brasileiras.
