Outubro Rosa: mamografia cresce entre mulheres de 40 a 49 anos

Redação
Mamografia é utilizada no rastreamento e na investigação de alterações nas mamas. Créditos: Divulgação.

A realização de mamografias cresceu 28,1% entre mulheres de 40 a 49 anos, mas caiu mais de 20% entre aquelas de 50 a 69 anos. Os dados são de um levantamento da Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (FIDI), que comparou os exames realizados entre janeiro e julho de 2024 e o mesmo período de 2026.

No total, a procura pelo exame recuou aproximadamente 11% na FIDI durante o intervalo analisado. Para a médica radiologista especialista em mama Vivian Milani, os números reforçam a importância de manter o acompanhamento ao longo dos anos, mesmo quando não há sintomas.

“A mamografia não deve ser vista apenas como um exame diante de uma suspeita. Mesmo com resultado negativo, o acompanhamento deve continuar de forma regular, respeitando a periodicidade indicada para cada mulher”, afirma.

Exames diagnósticos também avançam

Outro dado do levantamento mostra crescimento na realização de mamografias diagnósticas. Entre janeiro e julho de 2026, o volume desse tipo de exame já superou em 5,1% o registrado durante todo o ano de 2025.

A mamografia diagnóstica é utilizada para investigar alterações identificadas pela própria paciente, pelo profissional de saúde ou em exames anteriores. O aumento desse procedimento, isoladamente, não significa crescimento nos casos de câncer.

Apesar disso, o rastreamento permanece predominante e corresponde a 97,2% das mamografias analisadas pela FIDI.

Desde 2025, o Ministério da Saúde ampliou o acesso à mamografia no SUS para mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sinais ou sintomas, mediante decisão conjunta com um profissional de saúde. Para o rastreamento populacional, a orientação nacional mantém a realização periódica na faixa etária definida pelos protocolos do Ministério da Saúde.

O cenário ganha relevância diante das estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que projeta 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028. A doença corresponde a 30% dos casos de câncer estimados entre as mulheres, desconsiderando os tumores de pele não melanoma.

Além do acompanhamento de rotina, sinais como nódulo endurecido, secreção com sangue pelo mamilo, retração da pele, alterações no formato da mama ou inflamação persistente devem ser avaliados por um profissional de saúde.

Para Vivian Milani, o Outubro Rosa também deve chamar atenção para a continuidade do cuidado. “Informação, prevenção e acompanhamento podem fazer diferença na trajetória da mulher”, destaca.

Compartilhe
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *