Belém e Castanhal recebem, neste mês, ações de incentivo à doação de sangue que buscam mobilizar estudantes, professores e a comunidade em geral. Em Belém, a iniciativa ocorre nesta quarta-feira (2), até às 16h, no campus José Malcher da Estácio. Já em Castanhal, a ação será realizada no próximo dia 22, das 15h às 19h.
As mobilizações fazem parte de uma campanha realizada pelo Instituto Yduqs, em parceria com instituições de ensino superior como Ibmec, IDOMED, Wyden e Estácio, e o Hemocione. Pelo terceiro ano consecutivo, as organizações se unem para estimular a doação voluntária de sangue e contribuir para a manutenção dos estoques dos hemocentros.
Além de contribuir para o abastecimento dos bancos de sangue, a iniciativa busca estimular entre os universitários o hábito da doação espontânea. Para a professora de Enfermagem da Wyden, Josiani Nunes, a experiência também faz parte de uma formação acadêmica mais humanizada. “É fundamental que o estudante desenvolva uma visão humanizada e compreenda seu papel na sociedade. A participação em campanhas de doação de sangue contribui para essa formação ao aproximar os futuros profissionais de uma necessidade concreta do sistema de saúde e estimular uma cultura de solidariedade e cidadania”, afirma.
Segundo o fundador do Hemocione, Vitor Pinheiro, as ações realizadas em parceria com as instituições de ensino superior estão entre os principais momentos do calendário da organização. A mobilização reúne diferentes cidades e busca aproximar os pontos de coleta dos potenciais doadores. “As campanhas com o Ibmec, Wyden, Estácio e IDOMED são o centro de massa do calendário do Hemocione. É um evento de altíssimo impacto, capaz de impactar mais de 10.000 vidas em um espaço de tempo curtíssimo”, destaca.
Para ele, porém, o resultado mais importante da campanha não está apenas na quantidade de bolsas coletadas, mas na formação de novos doadores. “O mais importante desta parceria não é o número de bolsas coletadas. O mais importante é o hábito que as instituições de ensino fomentam em seus alunos e professores de doarem sangue recorrentemente”, afirma.
A necessidade de doações permanece durante todo o ano porque ainda não existe um substituto capaz de reproduzir todas as funções do sangue humano. Hospitais, maternidades, centros cirúrgicos, unidades de terapia intensiva e serviços de emergência dependem das doações para atender pacientes.
Para Cláudia Romano, presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente do grupo educacional Yduqs, a mobilização também representa uma oportunidade de aproximar a formação universitária de ações de responsabilidade social. “Temos o objetivo de promover uma formação cidadã, incentivando a participação de estudantes universitários em ações de responsabilidade social. É muito gratificante poder realizar uma iniciativa capaz de contribuir para salvar a vida de milhares de pessoas!”, afirma.
A professora Natalle Freitas, do Centro Universitário Estácio de Belém, ressalta que a participação da comunidade acadêmica pode gerar impactos que ultrapassam os muros das instituições de ensino. “Quando incentivamos nossos alunos a doar sangue, estamos mostrando que pequenos gestos podem ter um impacto enorme na vida de outras pessoas. Uma única doação pode ajudar a salvar vidas e fazer a diferença para quem está enfrentando um momento delicado de saúde”, afirma.
Quem pode doar
Entre os requisitos básicos estão estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 quilos e ter mais de 18 e menos de 60 anos, considerando critérios específicos para pessoas entre 16 e 18 anos e acima de 60. Mulheres não podem estar grávidas ou amamentando e devem respeitar o intervalo mínimo de 90 dias entre as doações. Para homens, o intervalo mínimo é de 60 dias. Também existem critérios específicos para pessoas que tiveram parto ou aborto recentemente.
Serviço
Belém: quarta-feira (2), até às 16h, na Estácio (Av. Gov. José Malcher).
Castanhal: 22 de setembro, das 15h às 19h.
Público: comunidade acadêmica e população em geral que atenda aos requisitos para doação de sangue.
