Dia do Gari: Trabalhadores da Ciclus Amazônia relatam rotina, reconhecimento e dedicação pelas ruas de Belém

Redação
Em Belém, a Ciclus Amazônia celebra a data destacando histórias de trabalhadores que ajudam a transformar a cidade em um ambiente mais limpo. Foto: divulgação/ Ciclus Amazônia

Celebrado em 16 de maio, o Dia do Gari homenageia Pedro Aleixo Gary, empresário francês que, no século XIX, assinou um contrato para realizar a limpeza urbana do Rio de Janeiro, então capital do país. A partir de 1876, os trabalhadores da empresa passaram a ser chamados popularmente de “garis”, termo que se espalhou pelo Brasil. A data simboliza o reconhecimento aos profissionais responsáveis pela limpeza das cidades, que atuam diariamente na coleta de resíduos, varrição de ruas e manutenção dos espaços públicos, contribuindo diretamente para a saúde pública, o meio ambiente e a qualidade de vida da população.

Udelaine e Rubens trabalham todos os dias nas ruas de Belém.

Em Belém, a Ciclus Amazônia celebra a data destacando histórias de trabalhadores que ajudam a transformar a cidade em um ambiente mais limpo, saudável e seguro. São profissionais que enfrentam desafios diários para manter os espaços públicos organizados e ambientalmente adequados para a população.

Para o gerente-geral de Operações da Ciclus Amazônia, Teodoro Rodrigues, a data representa um momento importante de valorização da categoria. “O Dia do Gari é uma data de reconhecimento e valorização desses profissionais que desempenham um papel essencial para o funcionamento das cidades e para a qualidade de vida da população. São trabalhadores que muitas vezes começam a jornada ainda de madrugada, para garantir que Belém esteja limpa, organizada e ambientalmente segura para todos”, afirma.

Teodoro Rodrigues também destaca o orgulho da empresa pelos profissionais que atuam diariamente na limpeza urbana da capital paraense. “Na Ciclus Amazônia, temos muito orgulho de contar com profissionais tão dedicados, comprometidos e humanos. Os garis são verdadeiros gigantes da limpeza urbana e merecem não apenas homenagens nesta data, mas respeito e valorização todos os dias”, completa.

Há sete meses atuando como varredor, Rubens Cardoso, de 48 anos, encontrou na profissão uma nova experiência de vida. Antes de ingressar na empresa, trabalhava por conta própria. Hoje, encara madrugadas e o desafio de garantir a limpeza das ruas da capital. “Eu trabalho há sete meses como varredor e está sendo uma experiência nova para mim. Está sendo satisfatório. Antes, eu estava trabalhando para mim mesmo e encontrei aqui uma oportunidade de trabalhar com carteira assinada, algo que me dá mais segurança”, conta.

A rotina começa cedo. “A minha rotina começa às quatro horas da manhã, quando eu levanto e me arrumo. Saio às cinco horas de casa e chego aqui na empresa às seis horas, para bater o ponto e iniciar o expediente. A minha rota é na [avenida] Marquês de Herval, da Mauriti na Antônio Baena. Eu largo às três horas da tarde e volto para casa”, explica Rubens.

Apesar dos desafios, Rubens diz que o reconhecimento da população faz diferença no dia a dia. “Quando a gente menos espera, um morador ou uma pessoa que está caminhando elogia a gente pelo nosso trabalho, porque a gente deixa tudo limpo para eles fazerem a caminhada deles. Eles agradecem a gente, dão um aperto de mão ou um abraço na gente pelo nosso serviço”, relata.

O sentimento de contribuição para a cidade é motivo de orgulho para o trabalhador. “Eu me sinto muito feliz com o que faço, por estar contribuindo com a sociedade, por ajudar a manter a cidade organizada para que o pedestre possa caminhar e desfrutar da limpeza da cidade também”, diz. Ao deixar uma mensagem aos colegas de profissão, Rubens reforça: “Vamos sempre trabalhar com alegria e satisfação. Que esse Dia do Gari seja especial para todos nós”.

Orgulho que nasce da rotina nas ruas

Também há sete meses na Ciclus Amazônia, a varredora Udelaine Duarte, de 30 anos, divide a rotina entre os cuidados com a casa e o trabalho nas ruas. Moradora do Bengui, ela atua no bairro da Pedreira, no mesmo trecho de Rubens Cardoso.

“Minha rotina começa às quatro e quinze da manhã, preparando o almoço para trazer para o trabalho. Saio de casa por volta de cinco e quinze e passo em torno de quarenta minutos dentro do ônibus para chegar aqui no trabalho. Eu varro a calçada e meio-fio”, conta.

Udelaine completa que o carinho da população é o que mais motiva. “Uma moradora disse que, se tivesse uma premiação, que eu deveria ganhar em primeiro lugar, porque eu deixo a calçada da frente da casa dela bem limpa, varro até a areia e ela gosta disso”, relembra.

Outro gesto simples ficou marcado na memória da trabalhadora. “Uma outra moradora esses dias estava cedo acordada na frente da casa dela me esperando. Ela queria me entregar um queijo que ela havia comprado para mim e queria que eu comesse logo. Aí eu comi o queijo e voltei ao meu serviço. Eu me sinto privilegiada com esse carinho das pessoas”, conta.

O sentimento de contribuição para a cidade é motivo de orgulho para o trabalhador.

O orgulho pelo resultado do trabalho também é evidente. “Principalmente quando eu pego umas calçadas bem sujas e deixo tudo limpinho. Depois que eu olho para trás e vejo como ficou, é uma maravilha”, afirma.

Ao refletir sobre a profissão, a varredora destaca a importância da valorização da categoria. “A nossa rotina não é fácil. Não é fácil a gente acordar cedo, deixar nossas famílias e sair para a luta, mas eu creio que lá na frente seremos recompensados por isso. Nós somos realmente gigantes. Eu desejo que a população enxergue e valorize mais o nosso serviço, porque a limpeza é algo essencial”, conclui.

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