Programa de açaí inicia adesão de produtores no Pará com crédito e assistência

Iniciativa entra na fase operacional e promete mais segurança, renda e organização para produtores do estado

Redação
Açaí movimenta renda e ganha reforço na produção no Pará: Foto - Pedro Guerreiro / Ag. Pará

O programa de fomento à cadeia produtiva do açaí iniciou a adesão de produtores rurais no Pará e entra em uma nova fase com atuação direta no campo. A iniciativa prevê acesso a crédito, assistência técnica contínua e maior previsibilidade na comercialização.

O primeiro contrato foi firmado com o produtor Anderson Scaramuça, que passa a integrar o projeto nesta etapa inicial. Segundo ele, o modelo traz mais segurança para quem vive da produção. “É um projeto que eu acreditei e confio. Com esse apoio, a gente consegue melhorar a produção, ter mais assistência e trabalhar com mais segurança”, afirma.

A medida ocorre em um cenário de forte relevância econômica do açaí. Conhecido como “ouro roxo” da Amazônia, o fruto é uma das principais fontes de renda para milhares de famílias no Pará.

Dados da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) mostram que o estado concentra 93,8% do valor total da produção de açaí no Brasil, reforçando o peso da cultura na economia regional.

O programa busca enfrentar gargalos históricos da cadeia produtiva, como a oscilação de preços e a falta de assistência técnica estruturada. Na prática, os produtores terão acesso facilitado a linhas de financiamento voltadas para custeio, investimento e manutenção, além de acompanhamento técnico e contratos com garantia de compra.

“Só o fato de produzir e saber que tem para quem vender já muda tudo. Isso é o sonho para todos nós que somos produtores”, completa Scaramuça.

A iniciativa reúne diferentes agentes do setor e conta com o Banco do Brasil como operador financeiro, além do suporte técnico de instituições como Embrapa, FAEPA e SENAR/ATEG.

De acordo com a organização responsável pelo projeto, a proposta é aumentar a eficiência produtiva, melhorar a qualidade do fruto e fortalecer a cadeia no estado, acompanhando a crescente demanda nacional e internacional.

A expectativa é de ampliação da adesão nos próximos meses, com expansão para outros municípios paraenses e fortalecimento da base produtiva.

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