A ameaça de morte contra Lívia Duarte voltou a ocorrer na noite da última quarta-feira (4). A deputada estadual pelo PSOL/PA recebeu uma nova mensagem criminosa por e-mail. Esta é a terceira vez que a parlamentar é alvo de intimidação direta.
A mensagem contém ameaças explícitas de assassinato. O autor afirma que a deputada poderá sofrer um “assassinato” e usa linguagem violenta para tentar intimidá-la. Diante da gravidade, Lívia Duarte e sua equipe adotaram imediatamente medidas para preservar sua integridade física.
Logo após o recebimento do e-mail, a deputada registrou boletim de ocorrência. Em seguida, o presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), deputado Chicão (MDB), e o gabinete militar da Casa foram acionados. Além disso, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) recebeu solicitação formal para investigar a autoria da ameaça por meio do serviço de inteligência.
Apesar da tentativa de intimidação, Lívia Duarte mantém sua atuação parlamentar. Segundo sua assessoria, ela seguirá exercendo o mandato com firmeza e responsabilidade. Enquanto isso, os órgãos de segurança acompanham o caso.
Casos como esse não ocorrem de forma isolada. Parlamentares mulheres, sobretudo negras e de esquerda, têm enfrentado ameaças frequentes em todo o país. Recentemente, a deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ) também foi alvo de ameaça de morte.
A ameaça contra uma deputada eleita representa um ataque direto à democracia e às instituições. Além disso, atinge toda a sociedade paraense. Por isso, lideranças políticas cobram rigor na investigação e responsabilização dos envolvidos.
Lívia Duarte é a primeira deputada preta da história da Alepa em mais de dois séculos. Ela também integra um grupo ainda minoritário no Parlamento brasileiro, apesar de pessoas pretas e pardas representarem 56% da população, segundo o Censo do IBGE de 2022.
