Moradores do bairro do Tapanã, em Belém, denunciam um abandono histórico que já atravessa mais de cinco décadas. As ruas Presidente Costa e Silva (conhecida como 4ª Rua), Almirante Tamandaré (5ª Rua) e a Passagem Amoras seguem sem asfaltamento, drenagem adequada e infraestrutura básica, expondo diariamente a população a riscos à mobilidade, à saúde e à segurança.
A situação se agrava no período chuvoso, quando as vias ficam completamente tomadas por lama, buracos e alagamentos. Em alguns trechos, o acesso de veículos se torna praticamente impossível, dificultando inclusive a circulação de pedestres. Diante da ausência do poder público, moradores relatam que precisaram improvisar soluções por conta própria. Recentemente, residentes da Rua Almirante Tamandaré pagaram do próprio bolso por telhas e aterro para garantir o mínimo de passagem.
O abandono impacta diretamente quem depende de serviços essenciais. Um idoso com mais de 90 anos, morador da área, necessita de acompanhamento médico contínuo. Na sexta-feira (04 de setembro de 2025), uma ambulância precisou realizar atendimento na região, mas enfrentou sérias dificuldades para acessar a rua devido às péssimas condições da via, colocando em risco a vida do paciente.
A precariedade chama ainda mais atenção por contrastar com o entorno. A área abriga uma escola da rede estadual e outra conveniada à rede municipal. Além disso, a Passagem Amoras chegou a receber obras de pavimentação a partir da Rodovia Arthur Bernardes. No entanto, os serviços foram interrompidos ao chegar ao canal, deixando justamente os trechos da Rua Presidente Costa e Silva e da Rua Almirante Tamandaré fora do projeto, sem explicações claras à comunidade.
Segundo os moradores, apenas um pequeno trecho foi asfaltado no passado, durante a inauguração de uma das escolas. Desde então, o restante das vias permanece esquecido, mesmo com o aumento da circulação de alunos, trabalhadores e moradores.
“É uma situação de total abandono. A rua alaga, não tem esgoto adequado, não tem calçada. A gente pisa na lama todos os dias. São décadas esperando por dignidade”, relata Philippe Henrique, morador da Rua Almirante Tamandaré.
A comunidade cobra asfaltamento completo, drenagem, saneamento básico e acessibilidade. Os moradores reforçam que a reivindicação não é recente, mas sim um problema estrutural e histórico, que atravessa diferentes gestões sem qualquer solução efetiva.
Diante do cenário, a população do Tapanã pede atenção urgente do poder público municipal e estadual para garantir mobilidade, acesso à saúde, segurança e condições mínimas de dignidade para quem vive e circula diariamente pela área.
