Cultura do Pará e riqueza da Amazônia ganham destaque em exposição no Museu do Amanhã

Mostra multissensorial leva os sons e aromas da floresta em uma a parceria que une o fotógrafo brasileiro Bob Wolfenson com a cantora paraense Gaby Amarantos, além de tradições culturais do estado, como o carimbó e os brinquedos de miriti

Redação
Gaby Amarantos ao lado de sua foto com Seu Ladir, em exposição da Vale no Museu do Amanhã. Crédito: Leandro Rodrigues. (Créditos: Leandro Rodrigues)

A cultura do Pará e a grandiosidade da Floresta Amazônica são o eixo central da exposição Presenças na Amazônia: um diário visual de Bob Wolfenson, em cartaz no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, até 10 de fevereiro. Realizada pela Vale, a mostra propõe uma experiência multissensorial que conecta fotografia, sons, aromas e tradições culturais amazônicas.

A exposição nasce do projeto audiovisual Amazônia: Juntos Fazemos a Diferença e reúne o olhar do fotógrafo Bob Wolfenson, que celebra 55 anos de carreira, com a presença marcante da cantora paraense Gaby Amarantos. A parceria reforça o protagonismo do Pará na narrativa e amplia o diálogo entre arte, território e identidade cultural.

Para Grazielle Parenti, vice presidente executiva de Sustentabilidade da Vale, a iniciativa amplia a forma como o público se relaciona com a Amazônia. “Há quatro décadas a Vale atua na região, promovendo desenvolvimento sustentável, valorização cultural e produção de conhecimento. Levar essa exposição ao Museu do Amanhã é uma forma de provocar novas reflexões e ampliar o entendimento sobre a diversidade amazônica”, destaca.

Três eixos narrativos e um olhar de dentro da floresta

As fotografias estão organizadas em três eixos curatoriais: A Floresta, Presenças e Luz Mágica. O conjunto revela a Amazônia por dentro, unindo paisagens, comunidades e histórias em uma narrativa que evidencia a convivência entre pessoas e natureza.

“Fotografar a Amazônia foi uma experiência transformadora. Levar essas imagens ao Museu do Amanhã amplia o diálogo sobre a importância de preservar a floresta e as culturas que nela vivem”, afirma Bob Wolfenson.

Imersão sensorial e tradições do Pará

A mostra oferece uma experiência sensorial completa. Os visitantes podem ouvir sons originais da floresta, captados na Floresta Nacional de Carajás, a partir de um estudo do Instituto Tecnológico Vale, que reuniu mais de 16 mil minutos de áudio da biodiversidade local.

A programação educativa também valoriza tradições do Pará, com oficinas gratuitas de carimbó, pintura de brinquedos de miriti e o tradicional banho de cheiro, elementos que representam a força da cultura popular paraense.

Com foco em acessibilidade e inclusão, a exposição conta com obras táteis, recursos sonoros e olfativos, mediações educativas, audiodescrição, interpretação em Libras e atividades adaptadas.

Mais do que uma mostra fotográfica, Presenças na Amazônia convida o público a olhar, ouvir e sentir a potência cultural do Pará e a riqueza viva da floresta amazônica.

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