Preceptoras denunciam atraso de pagamento em estágio de Enfermagem e cobram resposta

Caso envolve atuação no Estágio II do curso de Enfermagem da UNAMA Alcindo Cacela; entenda o caso

Redação
O atraso compromete compromissos pessoais e profissionais, além de gerar insegurança sobre a valorização do trabalho exercido - Foto: Divulgação

Um grupo de preceptoras que atuou no Estágio II de Enfermagem em campos hospitalares e unidades de saúde em Belém denuncia atraso no pagamento da bolsa referente à prestação do serviço. Segundo as profissionais, os valores deixaram de ser repassados a partir de agosto de 2025, apesar de as atividades terem sido realizadas regularmente até novembro do mesmo ano.

De acordo com os relatos, para viabilizar a contratação no início do estágio, foi exigida a abertura de Microempreendedor Individual. A bolsa mensal acordada era de R$ 900, destinada às profissionais responsáveis pela supervisão prática dos acadêmicos, função considerada essencial para a formação dos estudantes de Enfermagem.

Uma das preceptoras, que prefere não se identificar por receio de retaliações, afirma que os pagamentos vêm sendo sucessivamente adiados. “Todos os meses informam que o valor será depositado, mas isso nunca acontece. Estamos aguardando desde agosto, mesmo tendo cumprido todas as atividades em campo”, relata.

Segundo a profissional, o trabalho das preceptoras envolve o acompanhamento direto dos alunos em procedimentos, rotinas assistenciais e ambientes hospitalares, com responsabilidade sobre a segurança dos pacientes. “É uma função técnica, séria e de grande responsabilidade. Lidamos com vidas e, ainda assim, não houve retorno financeiro pelo serviço prestado”, afirma.

Ao todo, quatro preceptoras procuraram o portal para relatar a situação, apontando impactos financeiros e emocionais. As denunciantes afirmam que o atraso compromete compromissos pessoais e profissionais, além de gerar insegurança sobre a valorização do trabalho exercido.

Outro ponto destacado é que a coordenação do curso conta com uma profissional que também integra um conselho representativo da categoria de Enfermagem. Segundo as preceptoras, a presença dessa ligação institucional gerou a expectativa de que o problema fosse tratado com maior agilidade. “Acreditávamos que haveria mais sensibilidade para resolver a situação, mas até agora seguimos sem resposta concreta”, afirma uma das denunciantes.

As profissionais dizem aguardar uma solução imediata. “Não estamos pedindo nada além do que foi acordado. Prestamos o serviço, acompanhamos os alunos e agora queremos apenas receber pelo nosso trabalho”, conclui.

Em nota, a instituição de ensino superior informou que um problema pontual em seu sistema provocou atraso no processamento de notas fiscais de serviços, o que impactou parte dos pagamentos destinados a preceptores. Segundo a Universidade da Amazônia, a situação já foi corrigida e os valores estão sendo repassados normalmente. A instituição destacou ainda que os profissionais afetados estão sendo contactados individualmente para a regularização dos pagamentos e acompanhamento de cada caso.

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