O início de 2026 traz um ambiente favorável para quem deseja investir, impulsionado pela manutenção dos juros em patamar elevado. O momento beneficia diferentes perfis de investidores, dos mais conservadores aos que aceitam maior exposição ao risco, e reforça a importância de estratégia e acompanhamento profissional na escolha das aplicações.
Com a taxa de juros ainda alta, investidores encontram oportunidades relevantes, principalmente em produtos de renda fixa. No entanto, decisões mais assertivas dependem de orientação adequada, diversificação e alinhamento entre perfil, objetivos e prazo de investimento.
Para a consultora de investimentos do Sicredi, Maria Tamires Adelino, o ano deve ser encarado com equilíbrio e planejamento. Mesmo com a expectativa de queda gradual da taxa básica de juros ao longo de 2026, dos atuais 15 por cento para cerca de 12,5 por cento ao ano, ela destaca que o cenário continua atrativo para aplicações atreladas ao CDI e à Selic.
“Esse cenário permite alcançar bons rendimentos com menor necessidade de assumir riscos elevados, o que é interessante para quem prefere opções mais conservadoras”, explica.
Apesar do ambiente favorável à renda fixa, a consultora reforça que a escolha das aplicações não deve se basear apenas no momento econômico. O perfil do investidor e seus objetivos financeiros precisam orientar as decisões. Para quem busca maior potencial de retorno e aceita oscilações, alternativas como ações, fundos imobiliários e fundos multimercados podem compor a carteira, sempre com atenção à diversificação como ferramenta de redução de riscos.
Segundo Maria Tamires, quem ainda não investe ou está dando os primeiros passos deve priorizar a construção de uma base financeira sólida. “A orientação é começar pelo básico, com produtos como RDC pós fixado e fundos DI. Depois, organizar uma reserva de emergência que cubra pelo menos seis meses das despesas e esteja aplicada em produtos com liquidez”, afirma.
Ela também ressalta a importância da constância e da educação financeira no processo de investimento. “É fundamental investir de forma gradual, com aportes mensais, e buscar conhecimento sobre conceitos como CDI, IPCA, volatilidade e os diferentes tipos de risco, como crédito e liquidez. Só depois disso, diversificar aos poucos”, orienta.
Além da rentabilidade, fatores como prazo e objetivos pessoais devem guiar as escolhas ao longo do ano. A renda fixa segue atrativa diante dos juros elevados, mas exige análise estratégica. Já na renda variável, as oportunidades existem, porém demandam planejamento e compreensão dos riscos envolvidos.
De acordo com a consultora, o cenário atual reúne condições que favorecem decisões mais seguras. “Nesse momento, a renda fixa continua sendo uma boa opção porque permite bons retornos com menor risco. Ao longo do ano, conforme os juros começarem a cair, o investidor pode planejar com calma a diversificação para outros ativos”, sugere.
Para ela, disciplina e regularidade nos aportes são determinantes para bons resultados. “Mesmo com a expectativa de queda dos juros ao longo de 2026, o cenário ainda é favorável para quem busca investir com baixo risco. A renda fixa segue atrativa, mas o momento também pede planejamento, disciplina e diversificação. Começar a investir agora, mesmo com pouco, ajuda a criar hábito e construir uma estratégia sólida para o longo prazo”, conclui.
