A greve da saúde em Belém começa na próxima quarta-feira, 4 de fevereiro, após decisão dos servidores municipais durante assembleia do Sindsaúde-PA. A categoria protesta contra a Lei nº 10.266/26 e se soma ao movimento grevista do funcionalismo público municipal.
A categoria tomou a decisão durante assembleia geral realizada nesta quinta-feira (29), na sede do Sindsaúde-PA, no bairro de São Brás. Durante o encontro, os trabalhadores avaliaram os impactos da nova legislação e deliberaram, de forma coletiva, pela adesão à paralisação.
Servidores criticam lei aprovada pela Câmara de Belém
Os servidores se posicionam contra a Lei nº 10.266/26, aprovada pela Câmara Municipal de Belém e sancionada pelo prefeito Igor Normando. Segundo as categorias, a norma representa um “pacote de maldades”, pois reúne medidas que retiram direitos, precarizam condições de trabalho e afetam diretamente a qualidade dos serviços públicos.
Além disso, os trabalhadores afirmam que a lei compromete o atendimento à população, sobretudo nas áreas essenciais como saúde, educação e assistência social.
Greve da saúde em Belém é aprovada em assembleia dos servidores
A greve da saúde em Belém deve ganhar força nos próximos dias, com novas mobilizações conjuntas entre saúde, educação e assistência social. Após a assembleia, o comando de greve da saúde seguiu reunido para organizar a paralisação. Entre os pontos discutidos estão as estratégias de mobilização, a comunicação com a categoria e a articulação com os demais setores em greve.
De acordo com o sindicato, nesta sexta-feira (30), a entidade fará a comunicação oficial da greve à Secretaria Municipal de Saúde, conforme determina a legislação. Enquanto isso, a expectativa é ampliar a adesão nos próximos dias, com atos conjuntos e novas mobilizações.
Além da paralisação da saúde, o movimento grevista em Belém reúne servidores de diferentes áreas do funcionalismo público. Trabalhadores da educação e da assistência social já aprovaram greve e realizam mobilizações conjuntas. Segundo as entidades sindicais, a união das categorias busca ampliar o diálogo com a gestão municipal e pressionar pela revisão da Lei nº 10.266/26.
Os sindicatos também afirmam que a greve da saúde em Belém respeitará os serviços essenciais, conforme prevê a legislação. Dessa forma, atendimentos de urgência e emergência devem funcionar em regime mínimo, enquanto as demais atividades poderão sofrer impacto durante o período de paralisação.
