O Carnaval é um dos períodos mais aguardados do ano pelos brasileiros. Seja para viajar em família, seja para aproveitar blocos de rua e desfiles, a folia movimenta milhões de pessoas em todo o país. No entanto, junto com a animação, cresce também a necessidade de atenção com a segurança, tanto nas ruas quanto nas residências que ficam vazias durante o feriado prolongado.
De acordo com a especialista em Segurança Pública e Relações Institucionais do Grupo GR, Marcia Gomes, os cuidados devem começar ainda na escolha dos acessórios levados aos bloquinhos. Bolsas grandes e mochilas, por exemplo, devem ser evitadas. “Dê preferência a pochetes e doleiras e nunca utilize bolsas nas costas”, orienta.
Além disso, nas compras realizadas em ambulantes ou eventos de rua, é recomendável priorizar dinheiro trocado. Caso seja necessário utilizar cartão, a especialista alerta para a conferência imediata após o pagamento. “Certifique-se de que o cartão devolvido é realmente o seu. Um adesivo pode ajudar na identificação. Também é fundamental verificar o valor antes de confirmar a transação. Se o visor estiver danificado, não realize a compra”, destaca.
Celular: alvo frequente
O uso do celular merece atenção especial. No Carnaval do ano passado, foram registrados 21 roubos de celulares por hora na cidade de São Paulo, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado. Diante desse cenário, a recomendação é utilizar o aparelho apenas quando estritamente necessário e sempre em locais considerados seguros.
Para reduzir prejuízos em caso de furto ou roubo, Marcia Gomes orienta desabilitar aplicativos bancários durante o período da festa. Além disso, o uso de cordões de segurança ou o armazenamento do celular em doleiras, por baixo da roupa, pode dificultar a ação de criminosos.
Lares vazios exigem planejamento
Se, por um lado, as ruas ficam cheias, por outro, muitas residências permanecem vazias durante o feriado. E, justamente por isso, tornam-se alvos potenciais de invasões.
Segundo o diretor de Operações do Grupo GR, Vinícius Freitas, condomínios devem reforçar os protocolos de segurança. “É recomendado realizar uma inspeção prévia nos sistemas de monitoramento e nas câmeras de segurança, garantindo que todos os equipamentos estejam funcionando corretamente”, afirma.
Além disso, quando há contrato com empresas especializadas, é indicado solicitar a intensificação das rondas. Também é importante observar movimentações suspeitas nas imediações. “Carros estacionados por longos períodos ou pessoas estranhas circulando com frequência devem ser comunicados imediatamente à segurança e à Polícia”, ressalta.
Recomendações para quem vai viajar
Especialistas orientam que o morador informe apenas o síndico ou o zelador sobre a viagem. Caso seja necessário deixar a chave com alguém, a administração também deve ser avisada. No entanto, as chaves nunca devem permanecer na portaria.
Antes de sair, é fundamental fechar portas e janelas, desligar o gás, conferir torneiras e retirar aparelhos eletrônicos da tomada. Além disso, deixar um telefone de contato para emergências pode agilizar a comunicação em situações imprevistas.
No caso de casas, o apoio de vizinhos de confiança é essencial. Recolher correspondências acumuladas e observar movimentações incomuns ajudam a evitar suspeitas de abandono. Se possível, o uso de temporizadores de luz ou lâmpadas inteligentes pode simular presença no período noturno. “Câmeras de monitoramento também funcionam como fator de inibição e permitem acompanhamento remoto”, conclui o diretor.
