Excesso de skincare pode causar “burnout da pele” e agravar problemas dermatológicos, alerta especialista

Especialistas alertam que o uso excessivo de cosméticos sem orientação profissional pode causar inflamações e danos à pele

Redação
Especialista alerta que excesso de produtos de skincare pode comprometer a saúde da pele e provocar reações adversas - Foto: Divulgação/Freepik

O aumento do interesse por rotinas de skincare, impulsionado pelas redes sociais e pela popularização de produtos “virais”, tem levado muitas pessoas a adotarem hábitos de autocuidado sem orientação adequada. Especialistas alertam que o uso excessivo e inadequado de cosméticos pode gerar efeitos adversos, entre eles o chamado burnout da pele.

De acordo com a médica e docente do IDOMED, Dra. Rayanna Nobre, o burnout da pele ocorre quando há sobrecarga de ativos e estímulos químicos, levando à exaustão da capacidade de proteção natural da pele. “O excesso de produtos, favorece inflamações, sensibilidade extrema e pode agravar doenças dermatológicas já existentes”, explica.

A especialista destaca que ativos como retinol e ácidos podem causar irritações severas quando usados em conjunto ou em concentrações inadequadas. Fatores como quantidade, frequência, concentração e ordem de aplicação podem provocar ardência, descamação persistente, manchas e piora de lesões.

“Cada pele responde de forma diferente. Seguir indicações genéricas pode resultar em danos, mesmo quando os produtos são amplamente recomendados nas redes sociais”, ressalta.

O uso de receitas caseiras ou produtos naturais também representa riscos. Apesar da percepção de segurança, extratos naturais podem conter substâncias irritantes ou tóxicas, capazes de provocar efeitos rebote, lesões e o surgimento de doenças dermatológicas.

Entre os principais sinais de alerta do burnout da pele estão vermelhidão persistente, ardência, aumento da sensibilidade, descamação contínua, manchas e agravamento de lesões pré-existentes. Diante desses sintomas, a recomendação é suspender o uso dos produtos e buscar avaliação de um profissional habilitado.

Para quem não tem acesso imediato a um especialista, o autoconhecimento é um passo importante. Ainda assim, a docente reforça que rotinas simples costumam ser mais eficazes. “Limpeza adequada, hidratação e proteção solar já são suficientes para manter a saúde da pele. Rotinas extensas, sem acompanhamento, aumentam o risco de desgaste da barreira cutânea”, orienta.

“O fácil acesso aos cosméticos favorece a automedicação. Por isso, é fundamental atenção aos rótulos, à procedência dos produtos e ao respaldo científico das fórmulas. Cuidar da pele não é sobre excesso, mas sobre constância, critério e segurança”, conclui.

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