Com o aumento dos preços nos supermercados e a rotina cada vez mais acelerada, manter uma alimentação equilibrada pode parecer difícil. No entanto, com planejamento e escolhas conscientes, é possível comer bem sem comprometer o orçamento, especialmente ao aproveitar os alimentos típicos e acessíveis da região Norte.
Segundo a nutricionista Lorena Begot, da Hapvida, a alimentação saudável não precisa ser cara nem complicada. Ela destaca que o Pará oferece uma grande diversidade de alimentos naturais, nutritivos e presentes na cultura local, que contribuem tanto para a saúde quanto para a economia doméstica.
“A alimentação saudável não precisa ser cara, nem complicada. No Pará, temos uma variedade incrível de alimentos naturais e nutritivos que fazem parte da nossa cultura e que podem ser grandes aliados na saúde e na economia doméstica”, afirma.
Entre os principais aliados de uma dieta acessível, a especialista cita a goma de tapioca, o açaí, o peixe fresco das feiras locais e frutas da estação como banana, cupuaçu e bacuri. De acordo com ela, o planejamento é essencial para evitar gastos desnecessários.
“O segredo está no planejamento e na escolha consciente dos alimentos. Muitas vezes, o que encarece a alimentação são os ultraprocessados, os fast foods e a compra sem lista. Quando a gente organiza as refeições da semana e aposta no que é da terra, o impacto positivo é imediato”, orienta Lorena.
Outro passo importante é priorizar preparações caseiras e reduzir o consumo de produtos industrializados. Para a nutricionista, refeições simples podem ser nutritivas, práticas e econômicas.
“Um cuscuz com ovo no café da manhã, uma salada de folhas regionais com arroz, feijão e uma proteína no almoço e, à noite, um omelete rico em proteínas, como frango ou carne desfiados, carne moída e, se necessário, acrescentar uma ceia composta por frutas. São exemplos simples, nutritivos e econômicos”, explica.
Ela ressalta ainda que ingredientes tradicionais da culinária paraense, como a farinha de mandioca e o tucupi, podem integrar uma alimentação equilibrada quando utilizados com moderação.
Evitar desperdícios também faz diferença no orçamento. A profissional recomenda reaproveitar alimentos e explorar a criatividade na cozinha. “A gente pode transformar o que tem em casa em receitas diferentes. A banana madura vira panqueca ou bolo, a sobra do arroz pode virar bolinhos e as cascas de legumes podem ser usadas para caldos. Cozinhar mais e comprar menos pronto gera economia”, completa.
Com informação e criatividade, é possível manter a tradição da culinária regional sem abrir mão da saúde e sem extrapolar os gastos mensais. “Cuidar da alimentação é um investimento diário no bem estar. E isso começa com escolhas simples, conscientes e possíveis para a realidade de cada família”, conclui.
